O vice-presidente da CPI da Covid, o senador Randolfe Rodrigues (REDE), classificou como “lamentável” a tentativa de interferência do governo federal na CPI da Covid.
“É lamentável que algum agente externo queira interferir na CPI, eu tenho certeza que a direção não vai permitir. A direção da CPI, senhores e senhoras parlamentares, não permitirão qualquer tipo de interferência externa na investigação”, ressaltou Rodrigues, durante coletiva após reunião da CPI da Covid no final da manhã desta quinta-feira (29), onde foram aprovados 310 requerimentos.
O requerimento para ouvir o publicitário Fábio Wajngarten, ex-secretário de comunicação da gestão do presidente Jair Bolsonaro, que na semana passada afirmou à revista Veja que houve “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde ao lidar com a Pfizer, farmacêutica que ofereceu no ano passado um lote de 70 milhões de vacinas ao governo federal, não foi aprovado por conta da uma manobra da tropa de choque bolsonarista, encabeçada pelo senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, que solicitou que apenas os requerimentos para próxima semana fosse aprovados.
O senador explicou que os requerimentos aprovados tratam de diversas situações ocorridas no Brasil em meio à pandemia do novo coronavírus, são fatos que vão desde recomendações contra o isolamento social e o uso de máscaras, até a crise de oxigênio ocorrido em Manaus e outros estados.
“Serão esclarecimento sobre os fatos determinados. Sobre a política de distribuição das vacinas, colapso de oxigênio em Manaus e outras cidades do país; sobre as política de comunicação em relação isolamento social, uso de máscara por parte dos ministérios. E em relação ao atual ministro, será o calendário de imunização, a antecipação das entregas. E da Anvisa, sobre autorização das vacinas e os procedimentos que ocorreram [para autorização ou não] e as que estão para serem autorizadas”, destacou o vice-presidente da CPI da Covid.
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