O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD), destacou que seguirá uma ordem cronológica na apuração dos fatos na comissão de inquérito que investiga ações e omissões do governo federal na pandemia do novo coronavírus.
Ele sinaliza que haverá uma investigação desde que “o mundo ficou sabendo da pandemia” e que a “OMS decretou estado de pandemia”.
O senador sinaliza que o fato do Brasil não ter realizado barreiras sanitárias para evitar a entrada de turistas contaminados pela Covid-19, será apurado.
“O Brasil já sabia e quais foram as providências tomadas naquele momento? Nos aeroportos não havia barreiras sanitárias, hoje o Brasil sofre com barreis impostas por outros países, mas não fizemos o dever de casa”, diz Aziz.
Apesar de não ter sido aprovado o requerimento de convocação do publicitário Fábio Wajngarten, ex-secretário de comunicação da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que na semana passada afirmou à revista Veja que houve “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde ao lidar com a Pfizer, farmacêutica que ofereceu no ano passado um lote de 70 milhões de vacinas ao governo federal, o presidente da CPI garantiu que ele será ouvido: “Com certeza ele virá nos próximos dias, é um fato determinante a falta de vacina”.
O requerimento para ouvir o ex-secretário de comunicação de Bolsonaro não foi aprovado por conta da uma manobra da tropa de choque bolsonarista, encabeçada pelo senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, que solicitou que apenas os requerimentos para próxima semana fosse aprovados.
Omar Aziz espera que o resultado da CPI da Covid não seja apenas o de trazer à luz os responsáveis pelos erros na pandemia, mas que se encontre soluções para combater o novo coronavírus e prestar assistência para os doentes, e pontuou que, ao contrários de outras CPIs, na da Covid o “vírus continuar atingindo as pessoas”.
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