Para conseguir ampliar o estoque de vacinas contra o novo coronavírus, o Brasil decidiu participar de uma iniciativa que defende o engajamento imediato da OMC (Organização Mundial do Comércio) nas negociações para a ampliação da produção e distribuição de imunizantes e de medicamentos utilizados no enfrentamento da covid-19.
Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Nova Zelândia, Noruega e Turquia fazem parte do grupo que cobram uma participação da OMC.
“Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações dizem que a iniciativa é “convergente com as posições brasileiras históricas na matéria e com a busca por soluções responsáveis, transparentes e eficazes que o Brasil vem promovendo nos foros internacionais em resposta à pandemia”, diz matéria do Valor Econômico.
O governo federal defende que a proposta coincide com a ideia esboçada pela nova diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, compartilhada pelo Brasil, de uma “terceira via” que promova “engajamento efetivo e imediato de todos os membros” da organização no combate à pandemia.
“Seria uma alternativa tanto ao chamado “nacionalismo das vacinas” quanto à ampla permissão para a quebra de patentes no combate à covid-19, conforme proposta encabeçada por Índia e África do Sul”, diz o Valor.



