“Questionamentos devem ser feitos nas vias recursais”, diz STF em resposta aos ataques de Bolsonaro

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

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O STF (Supremo Tribunal Federal) respondeu, em tom crítico, os ataques realizados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã desta sexta-feira (9), contra o ministro Luís Roberto Barroso. A Corte deixou claro que os questionamentos do chefe do executivo estadual “devem ser feitos nas vias recursais”.

“O Supremo Tribunal Federal reitera que os ministros que compõem a Corte tomam decisões conforme a Constituição e as leis e que, dentro do estado democrático de direito, questionamentos a elas devem ser feitos nas vias recursais próprias, contribuindo para que o espírito republicano prevaleça em nosso país”, disse o STF em nota enviada à imprensa.

Na manhã desta sexta-feira (9), em conversa com apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), acusou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, de fazer um complô com a bancada de esquerda do Senado Federal para “desgastar o governo”.

“Presta atenção que é importante aqui, pessoal. Eles não querem saber o que aconteceu com os bilhões desviados por alguns governadores e por alguns poucos prefeitos também”, emendou o presidente. Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 3 milhões de brasileiros [Bolsonaro se refere a um abaixo-assinado pelo impeachment de Alexandre de Moraes]. “Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política.” criticou Bolsonaro.

Na noite da última quinta-feira, (8), Barroso determinou que o Senado Federal instale uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar possíveis omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. O pedido de criação da CPI foi protocolado por senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que querem apurar eventuais omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na crise sanitária; 31 senadores assinaram o pedido de criação da protocolado em fevereiro.

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