Ciro diz que Lula deve ser vice e Florence rebate: “tem que ter voto e liderança, isso só Lula e Haddad”

Reprodução Florence

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O vice-líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (PT), afirmou, em resposta ao comentário feito pelo ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), de que Lula deveria fazer como Cristina Kirchner fez na Argentina, se tornando vice-presidente, que o candidato do campo de oposição ao presidente Jair Bolsonaro tem que ser alguém que tenha “votos e liderança”.

Afonso avalia que o PT está disposto a recuar, mas que para isso deveria haver um “ambiente político para discutirmos o programa”. Afonso avalia que pressão pública para retirada do PT de uma eventual cabeça de chapa atende aos interesse de quem defende candidatura com “programa da direita” e, em tom de ironia, afirma que quem quer contar com o PT e com seu eleitorado, “não pode declarar querer nos derrotar”, como disse Ciro Gomes em fevereiro.

“Devemos buscar a unidade mais ampla na oposição a Bolsonaro, com uma candidatura que tenha melhores condições de passar ao segundo turno. Essa candidatura é a de Lula, dizem as pesquisas, ou de Haddad. Podemos até discutir outros nomes, mas tem que ter votos, liderança. Até poderíamos “dar chance a algum candidato” que não seja do PT, mas tem que haver ambiente político para discutirmos o programa. A lógica de, incondicionalmente, “dar chance” quem não seja do PT, só é compreensível para quem quer candidatura com programa da direita. Quem quer ter interlocução conosco e com nosso eleitorado não pode declarar querer nos derrotar. Quem quer nos derrotar, e a Lula, é porque prefere Bolsonaro”, destacou Florence.

Vice

O discurso de Ciro Gomes ocorreua durante um webinar organizado pela Central dos Sindicatos Brasileiros sobre a proposta de reforma administrativa em discussão no Congresso Nacional.

“A gente devia pedir generosidade a quem já teve oportunidade, como o Lula, que é um grande líder da história brasileira, mas a gente devia pedir a ele que se compenetrasse e que não imitasse o exemplo desastrado do Maduro na Venezuela ou o exemplo desastrado do Evo Morales na Bolívia. E que olhasse o que a Cristina Kirchner fez na Argentina, em que, tendo uma força grande, deu um passo pra trás e ajudou a Argentina a se reconciliar”, destacou Ciro Gomes.

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