Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmar que escolha do ex-governador da Bahia e atua vice-líder do PT no Senado Federal, Jaques Wagner, para o ministério da Defesa do governo Dilma Rousseff (PT) se tratou de uma indicação para atuar na “politização” das forças armadas, o parlamentar lembrou ao presidente que o país está batendo recordes no número diário de mortes e afirmou que Bolsonaro busca sobrevida política “destilando preconceito”.
Bolsonaro foi alvo de críticas do Congresso Nacional e de generais da caserna após demitir o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o alto comando das Forças Armadas.
“Enquanto quase 4 mil pessoas perderam a vida somente hoje por sua incompetência, o presidente quer sobreviver politicamente destilando seu preconceito”, criticou Wagner.
Cortina de fumaça
Para fugir da pecha de tirano, Bolsonaro justificou sua troca na live afirmando que mantém um general de quatro estrelas no comando da Defesa, Walter Braga Netto, e para mobilizar o bolsonarismo, passou parte do tempo lembrando das gestões petistas.
“Estou politizando colocando generais de último posto dentro da Defesa? No passado, a Dilma Rousseff botou o Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, do PT, para ser ministro da defesa: “isso é estar politizando ou sou eu é que estou politizando?” E ele colocou lá na secretaria-geral a senhora Eva Chiavon, casada com o 02 do MST e com uma vida pregressa pela CUT, era conhecida como a Dilma da Bahia; estava politizando a Defesa ou era eu que estava politizando?”, criticou Jair Bolsonaro na live.
O presidente da República voltou a atacar a imprensa, afirmando que o dia primeiro de abril, quando é comemorado o dia da mentira, “é o dia dos jornalistas”. Ele também voltou a tecer críticas sobre atuação dos governadores no combate ao novo coronavírus e disse que o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), está “tirando emprego das pessoas” com o lockdown e que o gestor do executivo do estado nordestino fica “fazendo vídeo com demagogia”, em referência ao pedido de Dias, em em vídeo divulgado em sua rede social, para que o Auxílio Emergencial voltasse ao valor de R$ 600.
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