O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pelo segundo ano consecutivo, utilizou o dia primeiro de Abril para criticar a imprensa, afirmando que o dia da mentira é o dia do jornalismo, durante a live realizada na noite desta quinta-feira (1). Ele estava ao lado do ministro da Cidadania, João Roma.
“Quero cumprimentar com as honrosas exceções, o jornalista da Folha de São Paulo, O Globo, Época, Estadão e O Antagonista, pelo dia de vocês, dia da mentira. Parte de vocês não tem responsabilidade com a verdade”, criticou o presidente da República.
O chefe do executivo federal criticou estados e municípios, destacando que “a política do fechar tudo não funciona”. Bolsonaro disse que o valor enviado aos estados para o combate ao novo coronavírus foi utilizado por alguns gestores para colocar suas contas em dia.
“O dinheiro foi para os estados e municípios, muito dinheiro, bilhões. Alguns governadores e prefeitos usaram o recurso para pagar folha e botar a conta em dia. O conjunto de estados e municípios tiveram um superávit 38 bilhões. , fiz minha parte, o governo federal fez parte, culpar o governo federal pelas mortes é nada menos que má fé”, criticou Jair Bolsonaro.
Ataque
Jair Bolsonaro subiu o tom contra o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que gravou um vídeo nesta quinta-feira ,(1), pedindo para que o governo federal repense o valor de R$ 250 para o Auxílio Emergencial, subindo o benefício para o valor inicial em 2020: R$ 600.
“Quem está acabando com o emprego é ele, o governador Wellington Dias; então Wellington, seu estado está superavitário, você poderia completar, eu pago R$ 250 e você coloca mais R$ 350. Nossa proposta é de quatro meses, a partir de agosto acaba e você paga os R$ 600, vocês estão tirando emprego das pessoas e ficam fazendo vídeo com demagogia”, criticou Bolsonaro.
O presidente da República voltou a defender o tratamento precoce sem comprovação científica: “O tratamento precoce virou crime. Então você segue o Protocolo Mandetta, vai para Casa e quando tiver com falta de ar procura uma emergência”. Ele chamou o ex-ministro da Saúde de “candidato da Globo” e citou uma recomendação do Conselho Federal de Medicina que, segundo ele, autoriza o tratamento precoce.
Ele voltou a reforçar que o seu “exército brasileiro” não vai para rua “constranger o povo para fazer cumprir decreto de governadores e prefeitos”.
Bolsonaro afirmou que foram fechados acordos para compra de insumos para UTI Covid-19, em falta no país, e que há leitos de UTI disponíveis para enviar aos estados.
“Havendo a necessidade, o respectivo secretário entra em contato e o recurso é liberado. Tenho recebido informações de que não têm faltado leitos de UTI, chegam a 90%, 95%. Se estiver faltando, é por falta de planejamento por parte dos interessados. O governo federal não mede esforços para liberar leitos UTI”, pontuou o chefe do executivo federal.



