O presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Senado Federal, voltou a cobrar o ministro Paulo Guedes, da Economia, que priorize a reedição do programa de manutenção de emprego, com redução de jornada e salários, além do auxílio para micro e pequenas empresas.
“O socorro às empresas foi tratado em uma reunião do comitê executivo de enfrentamento à pandemia, realizada nesta quarta-feira (14). Nos bastidores, porém, Ministério da Economia e Senado não chegam a um consenso sobre como viabilizar a volta das medidas”, diz Folha de São Paulo
Após o encontro, o presidente do Senado Federal qualificou o novo programa de corte de jornadas e salários como “a salvação dos empregos no Brasil” e também manifestou apoio ao Pronampe.
“São duas medidas importantes que precisam ser tratadas com muito zelo pelo ministério da Economia e que contarão com o apoio irrestrito do Congresso Nacional para a sua aprovação. Permanece o diálogo com o Ministério da Economia para que se identifique, dentro do regimento, da lei, a disponibilidade de recursos para essa necessidade”, ressaltou Pacheco.
Enquanto espera uma sinalização positiva do Ministério da Economia, Pacheco atua para pressionar o governo. Na sessão da última terça-feira (13), ele pautou, pela segunda vez, um projeto de lei do senador Esperidião Amin (PP-SC). A proposta prevê a prorrogação, até dezembro deste ano, de diversos programas econômicos, entre eles o que prevê redução de salários e jornada de trabalho.
“Na semana passada, a pedido dos líderes do governo, essa proposta foi retirada da pauta. Na sequência, o Palácio do Planalto enviou um PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) que prevê alteração na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para viabilizar esses programas. Na avaliação da equipe econômica, a votação do PLN passou a ser essencial para a reedição dos programas”, diz Folha de São Paulo.


