Carlos Muniz destaca “pressão natural” sobre ACM Neto para definir apoio presidencial e analisa dilema entre Flávio Bolsonaro e Caiado

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Presidente da Câmara de Salvador afirma que polarização na Bahia forçará tanto Jerônimo quanto Neto a declararem palanque nacional; “Decisão cabe exclusivamente a ele”, diz sobre ex-prefeito.

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB) , avaliou nesta segunda-feira (27) o cenário de polarização antecipada para o governo da Bahia em 2026. Segundo o parlamentar, o embate entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) forçará ambos a definirem seus palanques nacionais em um processo de cobrança que ele considera natural.

“Na realidade, a eleição aqui na Bahia já está polarizada entre dois candidatos, que são o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito ACM Neto. Todos eles serão cobrados para que declarem apoio, é natural”, afirmou Muniz, destacando que tanto a base governista quanto a oposição enfrentarão pressões para marchar junto aos seus respectivos líderes federais.

Dilema estratégico de Neto

Muniz pontuou que, enquanto Jerônimo será demandado por um apoio maciço ao presidente Lula (PT) , ACM Neto vive um dilema estratégico devido às divisões em seu arco de alianças. Para o presidente da Câmara, Neto está no centro de uma queda de braço entre diferentes correntes da direita.

“Ele está sendo pressionado por várias pessoas do PL dizendo que, se ele não der o apoio ao Flávio Bolsonaro, não irão apoiá-lo. E com certeza também será pressionado por pessoas ligadas a Caiado que, se não der o apoio, não irão apoiá-lo”, analisou o vereador, referindo-se à disputa interna entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) , pela preferência do grupo.

Decisão exclusiva de Neto

Ao ser questionado sobre qual caminho o ex-prefeito deve seguir, Carlos Muniz preferiu manter distanciamento, reforçando que a decisão cabe exclusivamente ao líder do União Brasil. “Essa pergunta de saber quem vai apoiar, você tem que fazer a Neto, não a mim. Ele toma a decisão dele, acho que no momento certo”, concluiu.

Contexto eleitoral

A declaração ocorre em meio à definição das chapas majoritárias para as eleições de outubro. A oposição tem ACM Neto (governador), Zé Cocá (PP) (vice), e os senadores Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) . O governo estadual mantém Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa de reeleição de Jerônimo, ao lado dos senadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) . A indefinição sobre o apoio presidencial de Neto segue como um dos temas mais acompanhados nos bastidores políticos baianos.

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