Presidente da Câmara de Salvador afirma que proposta considera atuação nacional de parlamentares, que ultrapassa os limites dos estados onde foram eleitos.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB) , explicou nesta quarta-feira (22) os motivos por trás da proposta que concede ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , o título de cidadão soteropolitano. A solicitação foi apresentada na última terça-feira (14) pela Mesa Executiva da Casa.
De acordo com Muniz, a iniciativa segue critérios que levam em conta a atuação de parlamentares em âmbito nacional. Ele argumenta que políticos com mandatos legislativos exercem influência que ultrapassa os limites dos estados que representam, gerando reflexos em outras regiões, incluindo a Bahia e sua capital.
“Eu acho que todo aquele que legislou – ele foi deputado federal durante muito tempo, hoje é senador – de qualquer maneira, todo aquele que legislou não foi só por aquele estado que ele foi eleito, ele faz pelo Brasil. Então, de qualquer maneira, ele contribuiu para a Bahia, para Salvador”, explicou Muniz.
Contexto político
A proposta gerou repercussão em meio à disputa eleitoral para as eleições de outubro. Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência pelo PL e deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) . Na Bahia, a oposição tem ACM Neto (União Brasil) como candidato ao governo, Zé Cocá (PP) como vice, e Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) como candidatos ao Senado. O governo estadual mantém Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) , ao lado dos senadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) . A concessão do título a Flávio Bolsonaro é vista como um gesto de aproximação do grupo liderado por Muniz ao bolsonarismo.



