Diretor da PF aplica “reciprocidade” e atinge servidor dos EUA após ação contra delegado brasileiro

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, revelou nesta segunda-feira (22) que retirou as credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos que atua no Brasil. A medida foi adotada após o delegado Marcelo Ivo de Carvalho ter sido expulso do país norte-americano.

O delegado participou da prisão do ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem, ocorrida no último dia 13.

Em entrevista à GloboNews, Rodrigues disse que cassou a credencial do norte-americano em resposta a este fato “com pesar”.

“Eu retirei com pesar as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, disse Andrei durante entrevista ao Estúdio i da GloboNews.

O diretor da PF disse ainda que, sem as credenciais, o agente não poderá mais ter acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília. Andrei afirmou ainda que a medida foi a mesma adotada contra o delegado brasileiro, mas que o agente norte-americano não será expulso do Brasil.

“Tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós, Polícia Federal, não vamos expulsar ninguém do Brasil. Não é nosso papel”, disse.

“Não vamos expulsar ninguém aqui do Brasil.O Itamaraty, também no campo da reciprocidade diplomática,tem feito reuniões, contatos. É preciso que seja feita alguma formalização da nossa contraparte para que as coisas aconteçam”, completou o diretor-geral da PF.

A medida foi tomada depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter prometido adotar a reciprocidade caso fosse observado algum abuso do governo Donald Trump em expulsar dos EUA o delegado Marcelo Ivo de Carvalho.

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