Jerônimo rebate ACM Neto e critica “elitismo” da oposição: “Para eles só pode ser governador quem é dono de canal de TV; ver um filho de vaqueiro no cargo machuca eles”

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Em evento em Santa Luz, governador baiano destacou origem humilde (filho de vaqueiro e doceira) e citou vereador que era gari para defender que política é espaço para todos; “O filho do vaqueiro quer governar mais”, disparou.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) aproveitou a agenda de entregas no município de Santa Luz, no último final de semana, para enviar um recado direto à oposição liderada por ACM Neto (União Brasil). Em tom crítico, o petista rebateu o que chamou de “narrativa elitista” do grupo adversário, que, segundo ele, defende que apenas pessoas de determinadas origens têm capacidade para governar.

“A conversa no outro grupo é aquela: ‘só pode ser governador quem é dono de canal de televisão, só pode ser governador quem é dono, quem é filho de dono de indústria’. Isso machuca a gente”, afirmou Jerônimo.

Origem

O governador usou sua própria trajetória e a de aliados como exemplo de que a política deve ser feita por pessoas de todas as origens. “Ver um governador filho de doceira, um governador filho de um vaqueiro – isso machuca muito a ele [a oposição]”, disse, referindo-se a si mesmo. Ele também citou o vereador Santinho, de Santa Luz, que “se elegeu vereador e era gari”.

“Isso mostra que quando a gente faz a política de participação em movimento, quem diria? Quem diria?”, completou.

Competência

Apesar da origem humilde, Jerônimo destacou que sua gestão tem competência técnica e seriedade no planejamento. “Nós não abrimos mão da nossa competência de gestão, de planejamento. É por isso que a gente tem condições de botar dinheiro que a gente gerencia com seriedade”, afirmou.

O governador defendeu que a Câmara de Vereadores deve ser representativa da sociedade. “Assim como tem que ter lá um comerciante, um médico, tem que ter um agricultor, tem que ter um gari, tem que ter um motorista. É assim que a gente faz política”, declarou.

Recado

Ao encerrar, Jerônimo reafirmou sua disposição de continuar no comando do estado. “Vamos pra diante porque o filho do vaqueiro quer governar mais”, concluiu.

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