Audiência vai debater racismo ambiental em São Tomé de Paripe

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A Câmara Municipal de Salvador promove, por meio de iniciativa da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), a audiência pública “Enfrentando o Racismo Ambiental: por Justiça e Reparação Para a Comunidade de São Tomé de Paripe e Região”, na próxima quinta-feira (23), às 9h00, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. O encontro será realizado através de uma parceria com as vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT). 

A atividade dará continuidade às discussões e encaminhamentos iniciados na primeira audiência pública, realizada no início de março pelo Mandato Popular das Águas sobre o tema, que reuniu centenas de moradores, lideranças comunitárias e representantes de órgãos públicos.  Como, por exemplo, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), Defesa Civil de Salvador, Defensoria Pública, parlamentares e demais autoridades comprometidas com a apuração do caso.

Segundo Eliete Paraguassu, na ocasião, a comunidade denunciou os impactos socioambientais relacionados às atividades do Terminal Marítimo de Granéis de São Tomé de Paripe, entre eles mortandade de peixes e mariscos, alteração da água e da areia, odores intensos, prejuízos à pesca artesanal e riscos à saúde da população.

Desde então, o Mandato Popular das Águas segue acompanhando de perto a situação da comunidade, realizando visitas técnicas, escutas populares, articulação com órgãos fiscalizadores e cobrando respostas urgentes das autoridades competentes.

Para a vereadora Eliete Paraguassu, a nova audiência representa mais um passo importante na luta por justiça ambiental. “São Tomé de Paripe merece respeito. Estamos falando de um território tradicional, de famílias que vivem da pesca, do mar e de sua relação ancestral com as águas. Seguiremos firmes no combate ao racismo ambiental, cobrando investigação séria, responsabilização e reparação para quem vem sofrendo tantos impactos”, afirmou.

A audiência pública terá como foco ampliar a voz da comunidade, cobrar transparência sobre os laudos ambientais já realizados, discutir medidas emergenciais de proteção à saúde da população e construir encaminhamentos concretos para reparação dos danos causados.

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