Geddel pede escusas por tensão na escolha da vice e projeta MDB forte pra eleição e base de Jerônimo unida

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O cacique do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, afirmou que a reunião do Conselho Político da legenda ocorreu em tom “produtivo” e de ajustes internos, em meio à repercussão de declarações do ministro Rui Costa sobre o cenário político estadual e o ex-prefeito Geraldo Júnior.

“Sim, participei da reunião. Foi uma reunião, acho que, produtiva, franca, aberta, onde se colocou o que cada um considera dificuldade e o que cada um considera virtude e que se compromete a adotar medidas, providências, comportamentos para superar aquilo que se considerou dificuldades”, disse.

Geddel indicou que pretende reduzir a tensão após as falas de Rui Costa e afirmou não adotar postura de enfrentamento pessoal.

“Eu prefiro superar essas declarações do Rui Costa. Não sou um político que fique guardando raiva na geladeira, que faça política com fígado. Não sou um homem rancoroso. O que eu tenho que dizer, eu digo e viro a página. Hoje, inclusive, eu manifestei com clareza nessa reunião um pedido de escusas se, eventualmente, alguma manifestação minha nesse momento tenso de formação de chapa, de montagem de nominatas, possa ter machucado ou gastado um ao outro”, avalia Geddel Vieira Lima.

“Não é a intenção de quem participa de um grupo e quer ganhar uma eleição alimentar rancor. Quando se luta pela sobrevivência, pode, aqui e ali, se fazer ou falar alguma coisa, ter um comportamento que machuque alguém. Quando não é intencional, se justifica, se pede desculpas, se supera”, arrematou o cacique do MDB.

Ao comentar diretamente o episódio, o emedebista evitou ampliar o conflito e sinalizou disposição de convergência dentro do grupo político.

“Doutor Ulisses Guimarães deixou essa lição — e eu sei que o Rui Costa, no momento de humildade, levará em conta — dizia que raiva em política só fingida e combinada. Eu quero ganhar a eleição, portanto não vou responder o ex-ministro não. Deixa ele se acalmar mais, que eu sei que ele tem a noção que vai precisar do apoio de todo mundo para se eleger senador da República. E o MDB vai ter um papel importante nessa eleição com sua militância, com seus prefeitos, seus vereadores, com suas lideranças, com sua história e com sua tradição de luta e de enfrentamento. Portanto, deixa Rui pra lá. Vamos trabalhar juntos para eleger ele e Wagner”, declarou.

Sobre o desempenho do partido após o fechamento da janela partidária, Geddel avaliou que o saldo foi positivo diante do cenário de disputas.

“O balanço do partido: o MDB saiu, dentro do que foi essa verdadeira guerra que ocorreu nesse período da janela, saiu bem, saiu tranquilo, saiu do tamanho que podia sair. Vamos para as urnas agora para legitimar nosso crescimento com voto popular. É isso”, afirmou ao PAOP na noite de segunda-feira (13).

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