Em entrevista à Rádio Metrópole nesta terça-feira (7), o governador da Bahia e pré-candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) revelou bastidores do processo que levou à sua escolha como candidato ao Palácio de Ondina em 2022 e ressaltou o espírito de unidade dentro do grupo político liderado pelo PT na Bahia.
Segundo o gestor, ele já estava preparado para atuar em qualquer posição definida pela articulação política, inclusive fora da cabeça de chapa. “Quando a palavra foi estabelecida que seria do ex-governador Jaques Wagner, eu já me preparei para a guerra”, declarou.
O chefe do Executivo estadual acrescentou que inicialmente, sua expectativa era atuar na campanha de Wagner ou de outro nome escolhido pelo grupo, como o senador Otto Alencar (PSD). “Se fosse Otto, eu tirava a camisa vermelha e vestia a azul. Aqui é um time só, não tem vaidade”, acrescentou, ao pontuar que estava disposto a “correr trecho” independentemente do candidato.
O chefe do Palácio de Ondina também afirmou que a definição de seu nome aconteceu após mudanças no cenário político e ponderações internas, especialmente no período pós-pandemia. De acordo com ele, ao notar que poderia ser o escolhido, passou a se preparar para a responsabilidade de liderar o projeto. “Se o nome fosse o meu, eu tinha que estar pronto para fazer tão bem ou melhor do que Wagner e Rui Costa fizeram”, continuou.
Apesar de reconhecer diferenças de estilo entre as lideranças do grupo, o petista ponderou que há uma linha comum de atuação. “O alinhamento é um só: cuidar de gente, percorrer a Bahia, planejar e conhecer o estado. Cada um tem seu jeito, mas o conceito é o mesmo”, pontuou.
O petista ainda aproveitou a oportunidade para declarar que não houve movimento individual para se viabilizar como candidato, reforçando o caráter coletivo da decisão. “Eu não me escalei. Foi o grupo que definiu. As decisões não podem sair da cabeça de um só, mas de um time”, concluiu.



