O prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil) Zé Cocá (PP), declarou nesta terça-feira (7), durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), chegou a abrir diálogo institucional com ele após as eleições, mas não deu andamento às pautas discutidas para o desenvolvimento de Jequié e da região.
Ao falar sobre a relação com o chefe do Palácio de Ondina, o progressista disse que, apesar da cordialidade no trato político, os compromissos apresentados durante a reunião não saíram do papel.
“E no final não resolveu nada. Quando ter minou as eleições, eu fui numa rádio local de Jequié e disse que o governador tinha que abrir um diálogo com o prefeito. O governador foi lá em oposição a mim, falou em construção de creche, falou em construção de tudo aquilo que eu pregava, de aeroporto, de sistema de irrigação e tantas pautas”, afirmou.
De acordo com o gestor, a reunião com o governo aconteceu em clima respeitoso, e ele fez questão de destacar que foi bem recebido pela equipe estadual. Ainda assim, pontuou que sua ida ao encontro teve como foco exclusivamente demandas estruturantes para a região, e não a ocupação de espaços políticos na administração estadual.
“Diga-se de passagem aqui, foi muito cortês. Eu fui muito recebido por ele. Não estou questionando de forma nenhuma. Me atenderam muito bem, mas eu criei pautas que não eram minhas não. Eu não pedi ao governo um cargo na oposição”, declarou.
Durante a entrevista, o progressista fez questão de marcar posição contra a distribuição política de determinados órgãos públicos e defendeu que áreas estratégicas da máquina estadual sejam ocupadas por perfis técnicos.
“Eu sou totalmente contrário a Detran, você entregar à classe política e outros órgãos. Acho que isso tem que ter cargo técnico. Detran, presídio, o que quer que seja”, acrescentou.
Ao detalhar a conversa com o chefe do Executivo estadual, Zé Cocá revelou que foram discutidas obras consideradas prioritárias para Jequié, como a abertura de uma nova avenida em área de expansão urbana, a implantação de um novo centro industrial, a criação de um sistema de irrigação e a instalação de um aeroporto regional.
“Falei: governador, eu preciso discutir aqui pautas necessárias para a região. E o governador sinalizou a abertura de uma avenida nova em Jequié, que é uma área de expansão e crescimento. Nós discutimos um novo centro industrial, nós discutimos o sistema de irrigação, nós discutimos um aeroporto regional”, continuou.
Segundo o gestor, a reunião aconteceu em abril do ano passado e, à época, houve inclusive anúncio formal de avanço em parte das intervenções. De acordo com ele, a assinatura de ordens de serviço gerou expectativa pública que não se concretizou nos meses seguintes.
“O governador, inclusive, assinou a ordem de serviço naquele momento. Então quando você assina ali, você dá a entender à sociedade que aquelas coisas irão acontecer”, ressaltou.
Antes de concluir, o gestor fez questão de reafirmar que ao longo dos meses seguintes não houve desdobramento prático das promessas apresentadas pelo governo estadual, o que, de acordo com ele, compromete o desenvolvimento econômico da região.
“Quando chega em dezembro, janeiro, infelizmente as coisas não aconteceram, não vi nada fluir. A nossa região precisa de obras macros para que haja crescimento”, concluiu.



