Rui Costa anuncia saída da Casa Civil e “ironiza” que a partir de amanhã está desempregado

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Presente na assinatura da ordem de serviço para obras do Rio Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), anunciou nesta quarta-feira (1º) que vai deixar o cargo no governo federal e que deve retomar sua atividade profissional ao mesmo tempo em que se engajará na pré-campanha de reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao falar sobre seu desligamento do governo, o pré-candidato a senador disse que vai retornar ao vínculo de trabalho no Polo Petroquímico de Camaçari, de onde está licenciado desde o início de sua trajetória política. “A partir de amanhã, estou desempregado. O presidente Lula, minha exonera, e eu vou me apresentar de novo à empresa”, afirmou.

Na sequência, o ex-chefe do Palácio Thomé de Souza detalhou o histórico de licenças acumuladas ao longo dos anos em função dos cargos públicos que ocupou. “Eu tenho um contrato, até hoje, de trabalho no Polo Petroquímico de Camaçari, que eu fui licenciado para vereador, depois licenciado para deputado, licenciado para ser secretário, licenciado para ser governador, licenciado para ser ministro”, declarou.

Na ocasião, Costa ainda sinalizou que pretende conciliar o retorno ao trabalho com a atuação política no período pré-eleitoral. “E agora eu tenho que voltar lá com minha carteira de trabalho para saber se a minha carteira ainda está lá para eu trabalhar. E, além de trabalhar, é evidente que tem uma pré-campanha para fazer. E eu vou, é evidente, caminhar e conversar com as pessoas”, continuou.

Ao ser indagado em relação a sua disposição para a campanha de Lula, o ex-governaodr disse que está motivado e associou seu engajamento a preocupações com o futuro do país. “Bastante animado, porque eu acho assim, eu tenho cinco filhos, dois são adultos, três são crianças ainda. E o que me motiva é saber que país eu deixarei para meus filhos.”

O petista ainda ampliou o tom ao criticar o ambiente político e o uso de desinformação no debate público. “Eu não quero deixar para o meu filho, para a minha filha, para o meu neto, um país da mentira, um país do ódio, um país da calúnia, um país do fake news, um país de falcatruas, de rachadinha.”

Em seguida ele defendeu um debate político baseado em propostas e conteúdo. “Eu quero um país, independente da posição ideológica de quem esteja governando, que tenha proposta, Em que trate com seriedade, que tenha conteúdo para debater os problemas do país.”

O gestor ainda pontuou que vê responsabilidade pessoal em participar do processo político. “Eu acho que eu tenho um papel, eu não poderia cruzar os braços e assistir a mentira vencer a verdade.”

Ao concluir, Rui voltou a criticar o impacto das novas tecnologias na disseminação de desinformação. “O fake news hoje, em tempos de inteligência artificial, está servindo como instrumento para que quem nunca fez nada pela população, ou fez muito pouco, possa ganhar o debate político”, finalizou.

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