O deputado estadual Nelson Leal (PP) respondeu às críticas feitas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), à saúde de Salvador e afirmou que o ex-governador ignora o legado deixado pelo próprio grupo político na capital e no estado.
Segundo o parlamentar, os fatos demonstram uma transformação significativa promovida pelas gestões de ACM Neto e Bruno Reis (ambos do União Brasil) na rede municipal de saúde.

“Quando o grupo de ACM Neto e Bruno Reis assumiu a Prefeitura, em 2013, Salvador não tinha nenhum hospital municipal. Nenhum. Hoje já estamos indo para o terceiro, com a maternidade que deve ser inaugurada nos próximos dias. Salvador tinha uma das piores coberturas de atenção básica do Brasil. Hoje já atingiu a universalização, com cerca de 70% de cobertura. Antes havia apenas uma UPA, hoje são mais de dez espalhadas pela cidade”, frisou.

Para Leal, o histórico do PT na capital desmonta as críticas feitas pelo ministro. “É curioso ver Rui Costa criticando agora, quando na gestão anterior o secretário de Saúde era do próprio PT. Ou seja, eles tiveram a oportunidade e não fizeram”.

Ele ainda disse que ministro Rui Costa tem demonstrado um descontrole evidente. “É um discurso cada vez mais nervoso, raivoso, carregado de ódio, que não condiz com quem ocupa um cargo de ministro de Estado nem com quem já foi governador de um dos maiores estados do país. Esse tipo de postura não combina com a boa política, com o equilíbrio que se espera de uma liderança pública. Parece muito mais a reação de quem está sentindo o cheiro da derrota”, declarou.

O parlamentar afirmou que Rui Costa tenta desviar o foco dos problemas da saúde estadual, que, segundo ele, vive um cenário de colapso. “O ministro ataca Salvador para esconder o caos que ele deixou na saúde do Estado. A fila da regulação virou um drama diário. Pessoas morrem esperando atendimento, outras têm quadros agravados por falta de assistência”, criticou.

Nelson Leal também apontou a falta de estrutura hospitalar em diversas regiões da Bahia. “Há uma carência de hospitais regionais. Muitas regiões continuam desassistidas”, frisou.

O deputado lembrou ainda que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) prometeu resolver o problema da regulação durante a campanha eleitoral. “Jerônimo prometeu zerar a fila da regulação em 2022. Hoje o que vemos é exatamente o contrário: o problema só piorou. Isso mostra a distância entre o discurso e a realidade”.

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