Em entrevista à Rádio Baiana nesta terça-feira (24), o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) falou sobre as investigações sobre as irregularidades envolvendo o Banco Master. Ao comentar as investigações, o emedebista usou o histórico familiar para cobrar que a Justiça atue com o mesmo rigor aplicado ao seu irmão, ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (MDB), no caso dos R$ 51 milhões.
“O que eu posso dizer é que eu defendo a apuração com rigor e que se puna os culpados como foi feito em outras operações. Inclusive, a questão de Geddel, que pagou o preço dele, o que não tira o direito do MDB, de Geddel e meu de fazer as críticas e cobrar que seja apurado. Pelo contrário, eu acho que isso dá mais legitimidade para cobrar. “O que eu sei é que na época que teve o problema com o MDB não houve nenhum acordo. Nós aguentamos com as consequências e saímos dela cumprindo a pena que colocaram para nós”, declarou.
Ao ser indagado em relação as especulações de que houve acordo entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o União Brasil para não explorar o escândalo do Banco Master durante a corrida eleitoral, O presidente de honra do MDB na Bahia afirmou não ter conhecimento e reiterou a necessidade de investigação séria.
“Se houve acordo [entre PT e União Brasil] ou não, é impossível saber. O que há é muita especulação. Eu não participei do acordo, então estou livre para fazer as cobranças que acho que devo fazer. A maior cobrança que tem que se fazer é defender que a polícia e o Judiciário apure com todo o rigor e que se puna os culpados, independente de filiação partidária, independente de ideologia”, concluiu.



