Senador afirma que prefeito de Jequié sempre foi do PP e nunca pertenceu ao grupo do PT; cobra cumprimento de obras prometidas pelo governo estadual e diz que Cocá foi “homem e retado” ao aguardar compromissos que não saíram do papel.
O senador Angelo Coronel (Republicanos) saiu em defesa do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP) , após o petista receber críticas do ministro Rui Costa (PT) e do senador Jaques Wagner (PT) por decidir compor a chapa de oposição liderada por ACM Neto (União Brasil) . Em entrevista ao podcast Aqui Só Política nesta sexta-feira (20), Coronel rebateu as acusações de traição e lembrou que Cocá nunca integrou o grupo governista.
“Zé Cocá nunca foi do grupo do PT, nunca foi do grupo do governador. Então como é que ele traiu? Não existe traição nisso. Muito pelo contrário, ele poderia até, se ele fosse pro lado de lá, dizer que Zé Cocá largou a gente e nos traiu. Mas não houve traição de Zé Cocá, em hipótese alguma”, afirmou.
Obras não cumpridas
Coronel destacou que Cocá sempre deixou claro que apoiaria o governo se as obras prometidas fossem executadas. “Zé Cocá disse o seguinte: se o governo atender às obras que ele apresentou, eu não tenho como ficar contra o governo. Essa era a palavra de Zé Cocá, e o governador Jerônimo sabe disso, o Rui sabe disso”, lembrou.
O senador listou demandas que, segundo ele, não saíram do papel. “Ajuda no quê? Aeroporto regional não saiu nem a placa, não desapropriou o terreno, não fez terraplenagem, nada. Um anel rodoviário em Jequié, um perímetro irrigado, nada disso no pacote. O que Zé Cocá pediu ao governo dava em torno de meio bilhão de reais. Se não pode fazer, pra que se comprometer?”, questionou.
Cortejo e amizade antiga
Coronel também ironizou as visitas de petistas a Jequié. “Eu acho até ruim. Porque há uma semana atrás, Zé Cocá era cortejado pelo PT. Onde teve mais visita do governo foi em Jequié”, disse, referindo-se à ida de Rui Costa à cidade do prefeito.
O senador relembrou sua própria amizade com Cocá, que foi um dos primeiros a apoiá-lo publicamente na eleição para o Senado. “Nós tivemos essa amizade de muito tempo atrás. Inclusive Zé Cocá foi talvez o primeiro prefeito que me apoiou publicamente, disse que votaria com Angelo Coronel. Pela amizade que nós temos, eu acho muito feio, muito baixo, quem chega aqui e fica xingando, falando mal. O céu era bom há um mês atrás e ficou ruim automaticamente?”, provocou.
Fidelidade ao PP
Por fim, Coronel destacou que Cocá permanece no Progressistas e não muda de legenda. “Ele vai continuar no ninho dele, tanto é que não vai mudar de partido, vai seguir no PP. Zé Cocá é do 11, elegeu pelo 11, com João Leão ajudando, com muitos ajudando. Ele foi homem, foi retado”, concluiu.



