Senador diz que vai contribuir para corrigir os “4% de diferença” que separaram Neto de Jerônimo em 2022 e defende que urnas julgarão governo; afirma que mudança é natural após 20 anos de gestões petistas na Bahia
O senador Angelo Coronel (Republicanos) concedeu entrevista ao podcast Aqui Só Política nesta sexta-feira (20) e demonstrou confiança na vitória da chapa oposicionista liderada por ACM Neto (União Brasil) . Em tom otimista, Coronel afirmou que vai trabalhar não apenas por sua própria reeleição, mas para garantir o sucesso da campanha majoritária.
“Da mesma maneira que eu vou fazer uma campanha pra mim, eu vou fazer também uma campanha para a chapa majoritária. Eu estou nela e quero que a chapa se torne vitoriosa”, declarou.
Lições de 2022
Coronel fez questão de lembrar que, em 2022, foi coordenador de campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) , mas agora atuará para reverter o resultado da última eleição. “Nós vamos sentar para escutar onde errou em 2022, que Neto perdeu as eleições para Jerônimo. A eleição foi quatro por cento de diferença. Vamos trabalhar para tirar esses quatro por cento e ampliar”, afirmou.
O senador projetou um debate baseado no julgamento do atual governo. “Jerônimo, há quatro anos, era um candidato desconhecido. Agora, depois de quatro anos no mandato, vai ser a hora do povo baiano julgar se ele está sendo um bom governador ou não. Se ele for bom, terá reeleição. Se não estiver agradando, os baianos vão dar oportunidade a Neto para mostrar seu trabalho”, disse.
Fadiga de material
Coronel atribuiu o desejo de mudança a um ciclo natural da política. “Você sabe que tudo na vida causa uma fadiga. Isso é natural. Já tivemos isso na Bahia com Antônio Carlos Magalhães, quando lançou Paulo Souto para reeleição com 60% das pesquisas, e o povo resolveu mudar e elegeu Jaques Wagner. Isso já aconteceu. Acredito que já virou uma fadiga natural, tanto a nível nacional quanto estadual”, argumentou.
Soma ao grupo
Sobre sua própria contribuição, Coronel evitou fazer projeções, mas demonstrou confiança. “Eu só vou dimensionar o tamanho que Coronel veio pra somar quando as urnas se abrirem. Não tenho bola de cristal para saber o quanto eu, minha família e meus amigos que estão vindo vão somar. Mas essa soma, com certeza, vai ser uma decisão. Só o futuro para aferir essa chegada ao grupo de ACM Neto”, concluiu.



