Novas regras impactam comunicação institucional, conduta de agentes, arrecadação e prestação de contas; especialistas alertam que riscos jurídicos começam antes do ano eleitoral e exigem planejamento antecipado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou as resoluções que vão reger as Eleições 2026, definindo as regras do jogo para o pleito de outubro. Embora a votação pareça distante, os novos parâmetros já estão em vigor e impactam diretamente a comunicação institucional, a conduta de agentes públicos, a arrecadação de recursos e a prestação de contas.
Especialistas alertam que as resoluções eleitorais estabelecem limites que, quando ignorados, podem transformar decisões administrativas legítimas em futuros questionamentos na Justiça. “No ambiente político, o risco raramente nasce no ano da eleição. Ele começa antes, em atos praticados sem leitura estratégica do cenário normativo que se consolida”, destaca análise do escritório Matos & Wildberger Advogados.
O que muda
As novas regras aprovadas pelo TSE tratam de temas sensíveis como:
· Comunicação institucional: limites para publicidade de atos, obras e programas durante o período eleitoral;
· Conduta de agentes públicos: proibições e permissões para participação em eventos, uso da máquina e distribuição de recursos;
· Arrecadação e gastos: novas diretrizes para financiamento de campanhas, uso de recursos próprios e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC);
· Prestação de contas: prazos e procedimentos atualizados para declarar receitas e despesas.
Blindagem exige antecipação
Para evitar surpresas e garantir segurança jurídica, a recomendação de especialistas é que gestores públicos, pré-candidatos e partidos comecem desde já a adequar suas condutas e planejamentos às novas regras. “Governar é tomar decisões diariamente. Fazê-lo com segurança jurídica é uma escolha estratégica”, reforça o escritório.
A análise técnica preventiva pode ser a diferença entre uma campanha tranquila e uma série de impugnações e questionamentos que comprometam não apenas a candidatura, mas também a gestão em curso.
As resoluções completas estão disponíveis no site do TSE e devem ser estudadas com atenção por todos os envolvidos no processo eleitoral.



