O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, José Edivaldo Rotondano, admitiu nesta segunda-feira (2) que o Poder Judiciário baiano enfrentou momentos difíceis no passado, mas garantiu que a realidade atual é diferente.
“Há algum tempo o Poder Judiciário da Bahia teve alguns entraves, algumas coisas que não foram as melhores para a Bahia e para o Tribunal. Mas hoje a roupagem é outra, completamente diferente”, declarou.
A afirmação do magistrado aconteceu durante entrevista à Ràdio Metrópole onde ele ainda destacou que o tribunal passou por uma fase de reconstrução institucional e de fortalecimento da credibilidade e, revelou que fez um trabalho junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal para demonstrar que os problemas anteriores ficaram no passado.
“Hoje nós temos pessoas que compõem esse Judiciário extremamente corretas, honestas. Aquela fase foi algo que passou. O nosso tribunal é considerado um tribunal de qualidade”, acrescentou.
Durante a entrevista, o presidente da instituição ainda abordou uma das principais queixas da população: a demora na tramitação dos processos. Ele admitiu que a morosidade gera angústia, mas pontuou que, em muitos casos, o excesso de recursos contribui para o prolongamento das ações.
“Outro dia julguei 16 recursos num só processo. Nem sempre é o Judiciário o culpado pela demora. Quanto mais recurso, mais retardado o processo fica”, continuou.
Rotondano ainda anunciou medidas administrativas para enfrentar este problema. De acordo com ele há diversas comarcas vagas, sem juízes, mas já existe edital aberto para concurso de juiz substituto. Além disso, um concurso para servidores foi homologado e prorrogado pelo Tribunal Pleno.
“Na medida do possível, dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, vamos nomear servidores para amenizar a situação das unidades judiciais”, finalizou.



