Senador classifica como “leviana” tentativa de vincular governo da Bahia ao escândalo e afirma que não há relatório da PF sobre o estado; sobre comissão, diz que maioria foi ignorada e exige anulação de votação.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) utilizou entrevista ao programa Bastidores CNN, nesta quinta-feira (26), para rebater com veemência as especulações que tentam associar o governo da Bahia ao escândalo do Banco Master. Com discurso firme, o petista classificou as narrativas como uma tentativa orquestrada de desgastar a imagem do estado e de suas lideranças.
“Estão tentando construir uma narrativa. A CPI é o palco político, e a Polícia Federal o palco isento, que efetivamente investiga. Não existe nenhum relatório da PF envolvendo a Bahia com o episódio do Master. A tentativa de colocar no meu colo, ou no do governador da época, é absolutamente leviana”, cravou Wagner.
O senador refutou qualquer vinculação do PT baiano com as irregularidades que levaram à quebra da instituição financeira, alvo de operações da Polícia Federal. A fala ocorre em meio a movimentos da oposição que tentam explorar o desgaste do caso em ano eleitoral.
Denúncia de “fraude” na CPMI do INSS
Outro tema abordado por Wagner foi a sessão da CPMI do INSS realizada no mesmo dia. O senador denunciou o que chamou de condução “seletiva e arbitrária” dos trabalhos pela presidência da comissão e exigiu providências para validar a posição da minoria.
“Não há como negar que o número nosso era 14, e não 7, e quem ganha é a maioria. Os responsáveis só colocam em votação os requerimentos que lhes interessam. Várias pessoas que deveriam ser convocadas para a CPMI, por terem claro envolvimento com o caso, estão sendo poupadas. Na medida em que há essa exclusão, nossa posição é a seguinte: se não colocam todos, nós seremos contra”, explicou.
O parlamentar afirmou que a base governista na comissão vai recorrer para que a votação seja anulada, garantindo que os 14 votos contrários sejam computados.
A entrevista de Wagner à CNN expõe duas frentes de batalha do senador: no plano nacional, o combate à narrativa que tenta associar o PT baiano ao escândalo do Banco Master; e, no Congresso, a defesa do direito da minoria na CPMI do INSS, onde acusa a presidência de agir com parcialidade.



