Em entrevista à Rádio CBN nesta quarta-feira (25), o deputado estadual licenciado e Secretário Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso (PT) afirmou que acredita na permanência de Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Bom, eu acredito na minha visão que tem pouca chance de alteração. Há uma participação razoável do MDB no governo e num pedaço da política baiana, tem se consolidado cada vez mais com mais prefeito, trazendo mais candidaturas internas. Então acho difícil ter uma mudança, mas ainda tem paqueras, né? Há conversa com outro setor da política, há exemplo de diálogo, não sei se para esse nível, porque não sou eu que faço, não sei se para esse nível de composição”, declarou.
Apesar de apostar na permanência de Geraldinho, o petista fez questão de afirmar que as conversas com outros nomes continuam acontecendo.
“Mas ainda continua algumas conversas com Zé Ronaldo, ainda continua grandes conversas com Zé Coca e nós estamos falando também de nomes com uma certa importância. Uma certa importância que até o próprio Geddel já foi conversar com o próprio Zé Ronaldo. Então, como há alguns diálogos, e ainda tem mais de um mês para a mudança partidária, muita coisa pode acontecer. A gente já viu que na política sempre acontecem grandes novidades”, continuou.
Cardoso ainda aproveitou a ocasião para destacar algumas mudanças na composição do grupo ao citar a saída do deputado federal João Leão (PP) e até mesmo o ingresso de Geraldo Jr., que integrava o grupo político liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil)
“Há quatro anos atrás a gente teve aquela grande novidade da saída do Leão e a chegada do Geraldo Júnior, com o MDB. Com essa novidade ficamos avaliando: o que altera, vai dar, não vai dar, vamos perder quanto, não vamos perder”, acrescentou.
Ao concluir, o auxiliar de Jerônimo aproveitou a ocasião para comentar também a saída do senador Angelo Coronel (PSD) do grupo.
“Esse ano uma novidade, para mim não foi novidade, mas para muita gente foi novidade. Foi a saída de quem nunca veio, que foi a de Coronel. E também tem que se definir também logo. Eu até falei para minha turma, bom que se definiu logo. Não deixou muito para cima, como aconteceu com o [João] Leão, que deu problema no meio do caminho. Então, acredito que as chances são grandes de manter aquilo que Wagner falou. Mas, óbvio, acho que Wagner falou também pelo impulso, pela vontade. Pelo carinho do grupo, mas a gente tem que esperar realmente Jerônimo é quem vai definir, é quem vai concluir o diálogo, fechar a questão e até o final do março ampliar mais conversas”, finalizou.



