“Jerônimo fala demais e entrega de menos”, diz Sheila Lemos

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A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), criticou nesta segunda-feira (23) a viabilidade das obras que foram anunciadas pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante as visitas que vem realizando aos municípios baianos. Em entrevista à CBN Salvador, Sheila disse que há excesso de promessas e dificuldades na execução de projetos antigos.

Ao falar sobre a informação de que o governo estadual teria dívidas bilionárias com empreiteiras, a gestora demonstrou ceticismo quanto à capacidade de cumprir todos os compromissos anunciados.  “Tem algumas obras que são requentadas de quatro em quatro anos”, declarou.

Para defender sua tese, Sheila citou como exemplo a Barragem do Catolé, obra considerada estratégica para o abastecimento de Vitória da Conquista, município que enfrenta desafios hídricos diante do crescimento populacional. De acordo com ela, o projeto foi prometido ainda na gestão do ex-governador Rui Costa (PT) e voltou a ser anunciado na atual administração.

“É uma obra de suma importância para Vitória da Conquista, porque temos uma dificuldade hídrica imensa. A cidade cresce a passos largos e logo pode faltar água. Mas é uma obra que foi prometida, teve problema de licitação, empresa que abandona, relança licitação, dá ordem de serviço, visita obra, e não vemos a execução efetiva”, acrescentou.

A chefa do Executivo conquistense admitiu que mantém diálogo institucional com o chefe do Palácio de Ondina e relatou que já foi recebida por ele e participou de agendas conjuntas, como a inauguração de uma duplicação de estrada no município. Mas, pontou que o volume de compromissos assumidos pelo Executivo baiano pode ser incompatível com a capacidade financeira e o tempo de execução.  De acordo com ela, é preciso priorizar a conclusão de projetos antigos antes de anunciar novos investimentos e, deu como exemplo a Ponte Salvador-Itaparica, promessa histórica que ainda não saiu do papel.

“Eu vejo que ele sai visitando a Bahia e fazendo compromissos que são impossíveis de cumprir todos. Não tem dinheiro suficiente, não tem tempo suficiente. Eles não estão conseguindo entregar sequer obras prometidas no governo anterior. “Vamos primeiro entregar o que foi prometido há 15 anos, para depois começar a prometer coisas novas”, concluiu.

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