Vereador afirma que gestora de Vitória da Conquista reúne requisitos de interior, capacidade administrativa e força eleitoral; escolha estratégica visa avançar sobre Sudoeste e neutralizar governistas.
O vereador Cláudio Tinoco (PP) trouxe para o centro do debate político, nesta segunda-feira (23), as articulações da oposição baiana para a chapa majoritária de 2026. Em entrevista na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Tinoco destacou que a escolha do vice de ACM Neto (União Brasil) deve passar por uma “simbiose” estratégica entre a capital e o interior, apontando a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil) , como figura de peso para ocupar o posto.
“O nome de Sheila ganhou corpo, sobretudo pela figura feminina. Nós temos a maioria da população feminina no nosso estado. Além disso, ela mostrou capacidade de gestão numa cidade polo como Vitória da Conquista, que irradia referência para todo o sudoeste”, afirmou Tinoco.
Segundo o vereador, o nome da prefeita tem sido bem recebido pela população. “Ela caiu bem. É uma gestora de mandato, reeleita com quase 60% dos votos, e representa aquela máxima que Neto busca: alguém do interior com experiência administrativa”, completou.
Fortalecimento estratégico
A defesa do nome de Sheila Lemos reflete o esforço do grupo oposicionista em consolidar uma chapa que rompa a barreira de Salvador – onde ACM Neto detém amplo domínio – e avance sobre as regiões Sudoeste e Portal do Sertão, áreas onde o governo estadual historicamente tem atuação forte.
A menção à prefeita de Conquista como vice sinaliza uma tentativa de neutralizar o avanço governista nessas regiões, utilizando a imagem de uma “mulher gestora” para dialogar com o eleitorado feminino e explorar a boa avaliação de sua administração.
Lealdade de Zé Ronaldo
Questionado sobre as recentes agendas do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil) , com representantes do governo estadual e federal, Tinoco minimizou qualquer possibilidade de rompimento. Ele defendeu que a relação institucional é uma obrigação de quem administra grandes cidades, mas garantiu a lealdade do feirense ao grupo de ACM Neto.
“Zé Ronaldo é um quadro histórico, respeitado e segue firme conosco. O que ele faz é o dever de casa de qualquer prefeito: dialogar com todas as esferas para trazer recursos para Feira”, afirmou.
Definição próxima
Tinoco concluiu afirmando que, embora o grupo tenha diversos nomes competitivos – citando Zé Ronaldo, Zé Cocá, Quinho e Ricardo Maia –, a definição oficial está próxima. A estratégia agora é manter a unidade da base, que inclui desde o PL de João Roma até o PSD de Ângelo Coronel , para chegar em 2026 com uma estrutura capaz de enfrentar a máquina estadual.



