Jaques Wagner critica Bruno Reis por ausência na recepção a Lula e dispara: “Se ele descesse para a pipoca, ACM Neto sumia”

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Senador petista classifica como “grosseria” postura do prefeito de Salvador e diz que fechamento de camarote durante visita presidencial foi “falta de educação”; oposição rebate e tensão política marca fim do Carnaval.

O senador Jaques Wagner (PT) subiu o tom das críticas contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil) , nesta quarta-feira (18), por sua ausência na recepção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a passagem pelo Carnaval de Salvador no último sábado (14). Em entrevista após balanço do governo estadual sobre a festa, o petista classificou a postura do gestor municipal como uma “grosseria” e uma “falta de educação”.

“Olha, primeiro que eu acho até que foi uma grosseria do prefeito, não do ex-prefeito, porque o ex-prefeito não tem cargo nesse momento, não tem obrigação, mas do prefeito. Em Pernambuco, mesmo sendo opositores, o prefeito de Recife e a governadora foram receber o presidente. Quem é que não quer ver a presença do presidente da República, independente do partido, numa festa da importância do Carnaval de Salvador?”, afirmou Wagner.

O senador também criticou o fato de o camarote da Prefeitura ter sido fechado durante a visita de Lula ao circuito. “Chegaram a fechar o camarote da prefeitura. Eu acho que irreverência é própria do camarote, mas falta de educação não é, preconceito não é. Para mim, ele perde quando ele faz uma grosseria dessa hora. Então, para mim, é besteira”, disse.

Wagner sustentou ainda que a presença do presidente no circuito foi marcada por demonstrações espontâneas de apoio popular e provocou ACM Neto, que minimizou a presença de Lula alfinetou o presidente cobrando presença nas ruas: “Se o presidente Lula descesse para a pista, quem ia sumir na poeira é o ex-prefeito (ACM Neto). O carinho do povo daqui pelo presidente Lula é um negócio impressionante. Todo mundo sabe a votação que ele teve aqui”.

A ausência de integrantes da gestão municipal nos atos oficiais com o chefe do Executivo federal ampliou o clima de tensão política entre o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a administração de Salvador. O episódio ocorre em meio ao acirramento das articulações para as eleições estaduais de 2026, quando Bruno Reis deverá atuar como um dos principais articuladores da campanha oposicionista liderada por ACM Neto.

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