Pré-candidato ao governo compara presença de Lula à vinda de Ancelotti e diz que estratégia de se “esconder” atrás da popularidade do petista não funcionará em 2026: “Dessa vez todo mundo já conhece Jerônimo”.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , elevou o tom das críticas contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) neste domingo (15), durante o quarto dia do Carnaval soteropolitano. Ao comentar a tese de governistas de que a oposição deveria “agradecer” pela vinda do presidente Lula (PT) à capital baiana, Neto ironizou a importância atribuída ao petista na festa.
“Mas por que agradecer? Não estou entendendo. O que é que Lula é mais importante do que qualquer pessoa que vem para cá para curtir o Carnaval? Ele é presidente, a gente respeita isso. Acho bacana ter Lula aqui, como foi bacana ter o Ancelotti”, rebateu.
A comparação com o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti — que escolheu Salvador para sua estreia na folia antes de seguir para o Rio e São Paulo — serviu para Neto reforçar que celebridades e líderes políticos buscam a capital pela potência do evento, não por alianças partidárias. “Talvez até mais inédito, né? E o Ancelotti veio participar do Carnaval de Salvador. Mas isso não muda nada na política. Nada, absolutamente nada”, pontuou, minimizando o impacto eleitoral da passagem de Lula pelo circuito no sábado.
“Bengalinha”
No campo da sucessão estadual, ACM Neto acusou Jerônimo Rodrigues de utilizar a imagem do presidente como uma “bengalinha” para mascarar falhas de gestão. Segundo ele, a estratégia de “se esconder” atrás da popularidade de Lula, que foi decisiva em 2022, não terá a mesma eficácia na próxima disputa.
“Aí Jerônimo fica naquela bengalinha dele, achando que mais uma vez a gente vai enganar os baianos. Ele pegou há quatro anos atrás. Dessa vez todo mundo já conhece Jerônimo. Ele não vai poder se esconder em Lula”, disparou.
Neto afirmou que o eleitor baiano atingiu maturidade para distinguir apoio nacional de desempenho local. Para ele, o “escudo” do governador está desgastado pelos problemas cotidianos do estado, especialmente em áreas como segurança e emprego. “As pessoas estão absolutamente conscientes que uma coisa é a escolha para presidente, outra é para governador. Jerônimo não vai mais enrolar as pessoas com conversa fiada e com esse escudo de se esconder atrás de Lula. Na eleição passada funcionou, agora não vai dar mais”, finalizou.



