Pré-candidato ao governo cita nomes como Zé Ronaldo, Sheila Lemos, Zé Cocá e Quinho como opções e afirma que escolha será pautada por consenso entre partidos para pacificar grupo e equilibrar chapa.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , traçou neste domingo (15) o perfil estratégico para a escolha de seu vice na chapa majoritária de 2026. Em entrevista no Circuito Campo Grande, o líder oposicionista foi direto: o candidato a vice-governador precisa ter “pegada do interior” e capacidade de interlocução com os municípios fora da capital.
“Qual é o perfil para a vice? É alguém do interior ou com representatividade e força política no interior. Eu quero alguém com essa pegada, alguém que tenha essa visão e esse compromisso com o interior da Bahia”, explicou Neto.
Para ilustrar o leque de opções à disposição do grupo, o pré-candidato citou nominalmente uma série de lideranças com forte apelo regional: Zé Ronaldo (Feira de Santana) , Zé Cocá (Jequié) , Sheila Lemos (Vitória da Conquista) , além de Isaac Carvalho, Suzana Ramos, Zito Barbosa e Quinho Tigre. “Comenta-se Zé Ronaldo, Zé Cocá, Sheila, Isaac, Suzana, Zito, Quinho… nomes vários que estão sendo lembrados. Todos têm esse perfil”, pontuou.
A estratégia de focar no interior é uma resposta direta ao diagnóstico de Neto sobre as lacunas deixadas pelas gestões petistas, especialmente no apoio ao agronegócio e à infraestrutura regional. Para ele, um vice com “cheiro de povo” do interior ajudará a chancelar um plano de desenvolvimento descentralizado, que pretende levar indústrias e serviços para além da Região Metropolitana de Salvador.
Neto ressaltou que, apesar das especulações, o momento ainda é de maturação. Após o Carnaval, terá início uma fase de reuniões formais com os partidos da base. “Nós vamos seguir essa linha e, é claro, vou conversar com os partidos políticos para encontrar o melhor caminho que pacifique o grupo e que dê ainda maior peso à nossa chapa”, afirmou.
O objetivo, segundo ele, é consolidar palanques fortes em cidades-polo e garantir que a chapa tenha capilaridade para desafiar o atual governo em seus redutos tradicionais. “O objetivo é encontrar o nome que traga peso para concorrer às eleições desse ano e que represente verdadeiramente a vontade de mudança que sentimos em cada canto da Bahia”, concluiu o pré-candidato.



