Ex-presidente da UPB admite diálogos com oposição, mas reforça lealdade ao PSD e a Otto Alencar; prazo da janela partidária, em 4 de abril, será o marco para decisão sobre permanência na base governista ou aliança com ACM Neto.
O ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre (PSD) , adotou tom cauteloso ao ser questionado sobre seu futuro político durante a abertura do Carnaval de Salvador, nesta quinta-feira (12), onde chegou acompanhado pelo ministro Rui Costa. Cotado para ocupar a vice-governadoria na chapa de ACM Neto (União Brasil) , Quinho evitou confirmar rompimento com a base governista, mas admitiu que negociações avançadas estão em curso.
“As definições vão acontecer agora em março. Há tratativas, isso ninguém pode negar, mas a gente aguarda um melhor formato para que seja bom para os parceiros e para a Bahia”, declarou.
Apesar dos rumores de migração para a oposição, Quinho fez questão de reforçar sua atual filiação partidária e sua lealdade ao presidente estadual do PSD. “Eu me mantenho como candidato a deputado estadual pelo PSD. Sou do PSD, estou filiado no PSD e me mantenho sob a liderança do senador Otto Alencar”, afirmou.
O ex-presidente da UPB destacou sua trajetória “republicana” e a boa relação construída com parlamentares de diferentes espectros políticos durante sua gestão à frente da entidade municipalista. Segundo ele, esses ativos lhe dão tranquilidade para negociar seu futuro sem atropelos.
Quinho estabeleceu um cronograma claro para o desfecho das especulações. “Os próximos dias serão fundamentais. Até o dia 4 de abril nós teremos muita coisa para acontecer na Bahia”, previu, referindo-se ao prazo final da janela partidária, data limite para filiações de quem pretende concorrer nas eleições de outubro.



