Pré-candidato ao governo, em Irecê, afirma que “hipótese não existe” e cita cargo na fundação do partido; ele diz que PSD baiano é aliado do governo e que seu foco é fortalecer oposição
Em resposta direta aos rumores que circularam nos últimos dias, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afastou de forma categórica qualquer possibilidade de migrar para o PSD. Durante o evento S.O.S Bahia, nesta quinta-feira (5), ele reafirmou sua lealdade à sigla que ajuda a liderar nacionalmente e descartou que crises internas no partido de Gilberto Kassab influenciem sua estratégia.
“Eu presido a fundação do partido. A última coisa que se poderia esperar de mim seria cogitar sair da União Brasil. Essa hipótese não existe”, afirmou ACM Neto, ao ser questionado sobre especulações de conversas com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A declaração busca encerrar boatos que ganharam força após a filiação ao PSD de governadores como Ronaldo Caiado (GO), visto como aliado de Neto.
Contexto Político Baiano Como Impedimento
Além da incoerência pessoal, Neto argumentou que o cenário estadual também inviabiliza a mudança. Ele lembrou que o PSD na Bahia, sob a liderança do senador Otto Alencar, integra a base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). “O partido integra hoje a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e que os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel já manifestaram apoio à continuidade do atual projeto no estado”, destacou, referindo-se ao apoio público de Otto a Jerônimo, mesmo em meio à crise com Angelo Coronel.
Para o pré-candidato, mesmo as tensões internas do PSD – como a exclusão de Angelo Coronel da chapa ao Senado – não alteram esse quadro. Neto afirmou que seu planejamento segue outro caminho, independente de “rearranjos internos de partidos aliados ao governo”.
Foco na Construção da Oposição com PP e Diálogo com Coronel
Ao reforçar sua permanência no União Brasil, ACM Neto indicou que a construção de sua candidatura passa pela federação com o Progressistas (PP) e pela ampliação do campo oposicionista. Ele disse respeitar as decisões de Otto Alencar, mas deixou claro que o diálogo com outras lideranças, como Angelo Coronel, ocorre em um plano “político e institucional” distinto, sem relação com as disputas do PSD.
O objetivo declarado é fortalecer o União Brasil como a principal alternativa de governo, evitando ruídos que possam desestabilizar sua própria base.



