Vereador Randerson Leal, líder da oposição em Salvador, endurece discurso e cobra PDDU, transporte e isonomia de recursos

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Em sessão de abertura da Câmara, parlamentar do Podemos critica demora no envio do Plano Diretor, questiona subsídio ao transporte após aumento da tarifa e denuncia exclusão de vereadores da oposição na distribuição de emendas

O vereador Randerson Leal (Podemos), recém-empossado como líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, adotou um tom mais duro em seu primeiro discurso oficial do ano legislativo. Na sessão de abertura dos trabalhos, realizada nesta sexta-feira (30), o parlamentar cobrou agilidade no envio do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), criticou a gestão do transporte público e denunciou a falta de isonomia na distribuição de recursos parlamentares, sinalizando uma oposição mais combativa à gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil).

Randerson afirmou que a relação entre os poderes Executivo e Legislativo está desequilibrada. Como principal exemplo, citou a demora de quase dois anos no envio da proposta do novo PDDU, documento essencial para planejar o crescimento da capital. “As pessoas precisam saber o que está sendo planejado para Salvador. A Câmara precisa abrir esse debate, com audiências públicas, para pensar a cidade pelos próximos oito anos”, afirmou o vereador.

Crítica ao Subsídio do Transporte e à “Caixa-Preta”
O líder da oposição também sinalizou que o sistema de transporte público será um dos principais alvos de fiscalização. Ele voltou a criticar o subsídio de R$ 190 milhões aprovado pelo Legislativo em 2025 para evitar um reajuste na tarifa de ônibus, medida que considerou inócua após o aumento ser aplicado no início de 2026. “Foi uma surpresa desagradável para a população. A gente precisa abrir essa caixa-preta, conhecer os números e entender para onde esse dinheiro está indo”, declarou, cobrando mais transparência da prefeitura.

Denúncia de Exclusão na Distribuição de Emendas
Outro ponto de conflito destacado por Randerson Leal foi a distribuição das emendas impositivas do orçamento municipal. Segundo o vereador, parlamentares da oposição continuam sem acesso aos recursos, que seriam direcionados apenas a integrantes da base governista. “Se vereadores de situação recebem emendas, os de oposição também precisam receber. Isso não é favor, é respeito institucional”, criticou, afirmando que a prática viola o princípio da isonomia e enfraquece o trabalho dos vereadores junto às suas comunidades.

A fala de Randerson Leal marca o início de um ano legislativo que promete ser turbulento em Salvador, com a oposição organizada prometendo uma fiscalização mais rigorosa sobre temas sensíveis para a administração municipal, em um cenário que antecede as eleições de outubro.

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