“A ganância pelos cargos dessa chapa puro-sangue me tirou o direito de disputar”, diz Coronel que sinaliza para decisão final após o Carnaval

Coronel

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Em entrevista à rádio Boa FM, parlamentar diz que “espaço foi cortado” e acusa PT de impor “chapa puro-sangue” para o Senado; ele afirma estar recebendo convites de outras legendas

Em meio ao impasse que ameaça desmontar a principal aliança do governo baiano, o senador Angelo Coronel (PSD) afirmou neste sábado (31) que foi “limado” das articulações para a chapa ao Senado e que avalia deixar o partido após o Carnaval.

Em entrevista ao programa Frequência News, da Rádio Boa FM, o parlamentar acusou o PT de excluí-lo para viabilizar uma chapa “puro-sangue” e admitiu conversas com outras legendas.

Coronel confirmou que segue filiado ao PSD, mas deixou claro que uma decisão final sobre sua saída será tomada após a folia momesca. “Até então, eu continuo filiado ao PSD, não tenho ainda intenção de sair. A quaresma está longe, é depois do Carnaval que a gente deve tomar uma posição”, afirmou, indicando que o período será usado para consultar aliados e apoiadores.

Acusação de Exclusão e “Mudança de Rota”
O senador expôs sua frustração com a condução da coligação. “Meu espaço foi cortado, me limaram dentro do partido, dentro da coligação com o governo. Estava tudo acertado, mas de um mês para cá houve uma mudança de rota”, declarou. Para ele, o impasse se deve à decisão do PT de não incluí-lo na chapa majoritária, composta apenas por nomes da legenda (Jaques Wagner e Rui Costa).

Coronel revelou que tentou uma solução alternativa: disputar como candidato avulso, com o PSD livre para fazer alianças independentes. “Propus disputar como candidato avulso, com o partido livre para coligações. Infelizmente, isso me foi negado”, afirmou. Ele também negou veementemente os rumores de que teria articulado uma intervenção para assumir o controle estadual do PSD, classificando a história como “uma mentira inventada”.

Conversas com Outras Legendas e “Ganância por Cargos”

Questionado sobre seu futuro, Angelo Coronel admitiu que tem sido procurado por dirigentes de diferentes partidos e que todas as possibilidades estão sendo analisadas. Ele destacou a necessidade de proteger aliados e familiares, como o deputado federal Diego Coronel, que também dependem de uma legenda para disputar as eleições.

O senador atribuiu sua exclusão a uma disputa mesquinha por espaços. “A ganância pelos cargos dessa chapa puro-sangue me tirou o direito de disputar. Disputar não significa ganhar, quem decide é a urna”, criticou, questionando a resistência à sua candidatura.

Relação com a Cúpula do Governo e Esperança Remanescente

Coronel disse que não tratou do assunto diretamente com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ministro Rui Costa (PT) ou o senador Jaques Wagner (PT), usando o filho Diego como interlocutor. A resposta, segundo ele, foi sempre a mesma: “Toda a linha foi simplesmente Coronel não ser candidato”.

Apesar do tom crítico, o senador afirmou manter laços pessoais com essas lideranças e disse ainda ter esperança de permanecer no PSD, partido que ajudou a fundar. No entanto, condicionou sua permanência a uma solução que não inviabilize sua candidatura: “Não sou eu que mando. Também não posso ficar à mercê de quem manda para não ter problema no futuro”. A fala deixa claro que, se as portas do governo estiverem fechadas, a migração para a oposição de ACM Neto é um caminho cada vez mais provável.

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