LAURO: IPTU vira arma política da Oposição que concentra críticas da adequação em bairro nobre e silencia sobre isenções para 25 mil lares pobres

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Encontro sobre reajustes fiscais em Lauro de Freitas foi dominado por ataques à prefeita Débora Régis, enquanto a gestão defende que a atualização, não feita pela administração anterior, corrige injustiça e amplia benefícios sociais de forma recorde.

A discussão técnica sobre a atualização do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Lauro de Freitas foi totalmente ofuscada por um embate político.

A reunião promovida na última terça-feira (27) na Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova), que reuniu cidadãos insatisfeitos com reajustes, transformou-se em um palco exclusivo para a oposição atacar a gestão da prefeita Débora Régis (União Brasil).

Enquanto vereadores Tenóbio e Luciana Tavares, ao lado de líderes políticos que participaram do ato, como Gustavo Ferraz e Mauro Cardim, críticos da gestão Débora Régis, canalizaram a insatisfação de um grupo específico para o desgaste do governo, a prefeitura vem durante todo o processo explicando que a reforma, aprovada pela Câmara, corrige uma negligência histórica da gestão anterior e promove a maior expansão de isenções para famílias de baixa renda da história do município.

A polarização foi tanta que o vereador Gabriel Bandarra (Tenóbio) foi vaiado no local onde tem base eleitoral após onda de ataques contra gestão, evidenciando que os políticos que participaram do ato tiveram o foco maior em atacar a gestão e não em procurar uma solução para os contribuintes insatisfeitos. A estratégia da oposição tem sido clara: amplificar a voz dos moradores de bairros como Vilas do Atlântico e silenciar completamente sobre o impacto social positivo da medida, que isentará cerca de 25 mil imóveis de famílias pobres.

A negligência eleitoreira que originou o problema

O cerne da discussão técnica foi perdido no calor político. A atual administração sustenta que a necessidade de reajuste é um legado de gestões passadas. A prefeita Débora Régis e seu secretário da Fazenda, Ricardo Gois, argumentam que a gestão da ex-prefeita Moema Gramacho (PT) agiu de forma negligente e eleitoreira ao não atualizar a Planta Genérica de Valores do município por anos.

Essa omissão criou uma distorção fiscal grave: imóveis de alto valor, como grandes residências em Vilas do Atlântico, pagavam valores de IPTU irrisórios e semelhantes a casas populares em bairros como Itinga. A atual gestão alega que estava cobrando um imposto defasado em até 70% do valor real de mercado em alguns casos, onerando injustamente os mais pobres e privando o município de recursos necessários.

“Estamos corrigindo uma injustiça que foi perpetuada por conivência política. A gestão anterior preferiu não mexer nisso para não desagradar eleitorados específicos, em prejuízo da justiça fiscal e dos mais necessitados”, afirmou uma fonte técnica da Secretaria da Fazenda.

Os números que a oposição não discute

Enquanto o debate público se concentra nos reajustes, a prefeitura apresenta um impacto social amplo que raramente é mencionado pelos críticos. A reforma tributária implementada não se resume a aumentar tributos; ela redefine prioridades com foco na equidade. Para entender a dimensão da mudança, veja o comparativo do impacto do novo modelo:

Impacto do Novo Modelo de IPTU em Lauro de Freitas

· Imóveis Isentos (Antes): 5.500
· Imóveis Isentos (Agora): 25.000 (+354%)
· Famílias Beneficiadas: Milhares de famílias de baixa renda
· Imóveis sem Aumento: Mais de 60% do total
· Princípio Adotado: Progressividade (quem pode mais, paga mais)
· Meta Declarada: Justiça Fiscal e Modernização Tributária

A prefeita Débora Régis foi direta ao destacar o alvo da medida: “Com essa medida, quem mais ganha é o povo mais pobre, que será beneficiado com a isenção do IPTU. Nesse processo, tivemos infelizmente muita fake news e desinformação, mas a verdade é que estamos garantindo justiça fiscal e cuidando das famílias que mais precisam”.

Além da isenção em massa, o novo modelo oferece descontos de até 20% para pagamento à vista e se alinha à futura reforma tributária nacional, trazendo previsibilidade para os contribuintes e para os investidores.

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