Parlamentar do PSD afirma que medida prejudica agricultores locais que já sofrem com preços baixos e condições climáticas; ele pretende se reunir com governo federal para revogar autorização
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) entrou na linha de frente da crise que atinge os cacauicultores da Bahia. Em pronunciamento nas redes sociais nesta terça-feira (27), o parlamentar criticou duramente a importação de cacau africano e anunciou que buscará uma reunião com o Ministério da Agricultura para discutir o fim da norma que autoriza a entrada do produto estrangeiro.
Coronel destacou as dificuldades dos produtores baianos, que enfrentam preços que não cobrem os custos de produção e condições climáticas adversas. Para o senador, a importação, permitida atualmente, é um golpe direto na cadeia produtiva local. “O produto baiano precisa ser priorizado”, defendeu Coronel, argumentando que a medida só deveria ser autorizada em caso de escassez comprovada no mercado interno.
Defesa da Produção Local e Busca por Diálogo
O posicionamento do senador vai ao encontro de um apelo feito na mesma terça-feira pelo deputado estadual Pancadinha (Solidariedade), que ofereceu seu gabinete para mediar a crise. Enquanto Pancadinha focou no apoio institucional estadual, Coronel elevou a pauta ao plano federal, onde a decisão sobre as importações é tomada.
Angelo Coronel afirmou que é possível chegar a um preço que atenda tanto aos produtores quanto à indústria, e reafirmou o compromisso com a causa. “A defesa dos cacauicultores é uma de minhas lutas no Senado”, declarou, classificando o tema como uma prioridade de seu mandato.
Contexto de Crise no Sul da Bahia
A Bahia é o segundo maior produtor de cacau do Brasil, com a atividade concentrada no sul do estado, sendo um pilar econômico e social da região. A mobilização de duas figuras políticas de peso como Pancadinha e Angelo Coronel em um intervalo de horas indica a gravidade da situação enfrentada pelos agricultores, que pode envolver uma combinação de baixos preços, custos elevados e concorrência desleal do produto importado. A crise promete se tornar uma pauta quente no debate eleitoral baiano de 2026.



