Rosemberg Pinto destaca atuação do governador Jerônimo e refuta acusações de abandono na crise do cacau; deputado defende pacto nacional

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Em resposta a protestos e bloqueio da BR-101, líder do governo na Alba rebate oposição e propõe acordo envolvendo União, indústria e produtores para conter impacto das importações africanas

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT), posicionou-se firmemente contra as acusações de que o Estado abandonou os cacauicultores. Em meio à crise que levou ao bloqueio da BR-101 por produtores no último domingo (25), o parlamentar defendeu a atuação da gestão Jerônimo Rodrigues (PT) e argumentou que a solução para a queda drástica nos preços exige uma ação coordenada em âmbito nacional.

Rosemberg Pinto citou como exemplo de ação estadual um programa recente para fortalecer o sistema Cabruca de cultivo, que integra o cacau à Mata Atlântica. “O governador recebeu os produtores em Ilhéus para discutir o avanço tecnológico. Não é uma questão de abandono, mas um desafio estrutural que enfrentamos há décadas”, afirmou, buscando desfazer a narrativa de omissão.

A Crise dos Preços e a Proposta de uma “Equação”
O cerne do problema, conforme destacado pelo líder governista, é a importação de amêndoas da África, que saturou o mercado e provocou uma queda vertiginosa no valor da produção local. Dados do setor indicam que a arroba do cacau baiano, que chegou a valer cerca de R$ 1.000**, despencou para aproximadamente **R$ 250 em um intervalo de um ano.

Para enfrentar este cenário, Rosemberg não sugeriu uma medida unilateral, mas a construção de um consenso. “Precisamos de uma solução que proteja quem produz no Brasil e garanta a sobrevivência da nossa cacauicultura”, declarou, propondo uma “equação” que una o Governo Federal, as indústrias processadoras e os produtores rurais em torno da revisão das regras de importação.

Posicionamento em um Contexto Eleitoral
A fala de Rosemberg Pinto ocorre em um momento de grande sensibilidade. A crise do cacau mobilizou não apenas os agricultores, mas também diversos atores políticos. Enquanto a oposição utiliza a situação para criticar a gestão estadual, a resposta petista, articulada por seu líder na Alba, busca enquadrar o problema como um desafio complexo e de longa data, que transcende uma única esfera de governo e requer uma solução pactuada em nível federal, posicionando o governo Jerônimo como um articulador necessário.

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