Em evento com os colegas de SC e PR, goiano critica PT e avalia que “pulverização” de candidaturas na direita é necessária para enfrentar Lula; União Brasil, partido de ACM Neto, é citado como possível apoiador de Flávio Bolsonaro
Em um movimento que reconfigura o tabuleiro da direita nacional, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou oficialmente sua ida para o PSD ao lado dos também governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR). Em evento conjunto, os três afirmaram que, entre eles, quem for escolhido como candidato à Presidência terá o apoio integral dos demais. “Aqui não tem o interesse pessoal de cada um. Aquele que for escolhido levará essa bandeira de um projeto de esperança e de resgate”, declarou Caiado.
O anúncio ocorre em um contexto de definições estratégicas para a oposição. Mais cedo, em entrevista à Rádio Novabrasil, Caiado defendeu a “pulverização” de candidaturas dentro do seu espectro político. Justificou que, “com o PT no poder, é um processo duro, ele não tem limite e tem que ganhar a eleição a qualquer custo. Se nós tivermos um candidato só, ele terá dificuldade de caminhar de hoje até 4 de outubro”.
Crítica Sutil a Flávio Bolsonaro e à Transferência de Votos
O governador goiano também emitiu uma avaliação cautelosa sobre o principal nome da ala bolsonarista, Flávio Bolsonaro (PL). “Ninguém nega o prestígio dele [Jair Bolsonaro], mas são duas coisas distintas: uma coisa é ele candidato e outra é um indicado dele candidato. Por mais prestígio que a pessoa tem, não consegue transferir 100% dos votos”, afirmou, prometendo apoio a Flávio apenas em um eventual segundo turno.
Impacto na Articulação da Oposição na Bahia
A decisão de Caiado deixa claro que o PSD, partido do senador Angelo Coronel na Bahia, pretende ter um candidato próprio e competitivo à Presidência. Este movimento cria um cenário distinto para a campanha do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) ao governo baiano. Enquanto ACM Neto busca o apoio nacional do União Brasil – cujo presidente, Antônio Rueda, é visto como entusiasta de Flávio Bolsonaro –, seu principal aliado nacional, Caiado, agora milita em um partido (PSD) que pode lançar um nome concorrente à Presidência, complicando a formação de uma chapa totalmente alinhada em nível nacional.



