Presente na inauguração do viaduto José Linhares, na região do Iguatemi, na manhã desta segunda-feira (26), o deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) cravou que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil) é o nome da oposição para a disputa pelo Palácio de Ondina e representa, de acordo com ele, uma ruptura com o atual modelo de gestão estadual. Em afirmações recentes, o Régis também declarou que há espaço para o senador Angelo Coronel (PSD) integrar o campo oposicionista, caso decida deixar a base governista.
“Neto é o pré-candidato nosso, o Neto representa hoje a mudança do Estado, o Neto que através de Salvador pode mostrar à Bahia e aos baianos que a Bahia pode melhorar muito mais, que a Bahia tem capacidade de ser um Estado seguro, ter uma saúde pública digna para a sua população, de realmente ter um governador que enfrente seus problemas”, declarou.
Segundo o parlamentar, a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) está distante da administração cotidiana do Estado.
“Um governador que administra o Estado, que esteja perto dos problemas, não um governador que hoje nós temos, um governador que não participa de governar, é um governador que terceirizou a sua função para o seu secretário, o chefe da Casa Civil, o secretário Loyola”, acrescentou.
Para defender sua tese, o parlamentar reiterou as críticas à condução da política de segurança pública e o que classificou como ausência do governador.
“O governador Jerônimo continua viajando de segunda a segunda, fazendo política, como se tivesse ainda em campanha. É por isso que nós temos o Estado hoje entre as 10 cidades mais violentas do país, temos cinco. A Bahia é o estado proporcionalmente mais violento do país. Uma regulação que se mata mais do que aporta a violência no Estado. Nós temos um verdadeiro barco à deriva”, continuou.
Ao ser indagado sobre a fotografia que reuniu recentemente Rui Costa (PT), Jaques Wagner (PT), o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Angelo Coronel, o deputado evitou comentar diretamente a estratégia do grupo adversário, no entanto fez questão de elogiar o senador pessedista e reafirmou abertura para uma eventual aproximação.
“Eu não costumo comentar time adversário, mas Coronel é um grande quadro, um grande senador da República. Tem um filho deputado federal, um filho deputado estadual, tem uma história na Bahia com certeza. Se o Coronel resolver vir, nós todos estamos de braços abertos para recebê-lo com muito carinho, muito afeto, com muito respeito. Coisa que o PT não tem tido com ele”, afirmou.
O parlamentar também aproveitou a ocasião para comentar novamente a perda do deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), apontado como um dos principais quadros da oposição, e os impactos na reorganização das candidaturas para 2026 e ressaltou que a sucessão política de Sanches deve ser conduzida pela cúpula do grupo.
“Alan é um grande amigo. Eu tenho uma convivência com Alan de 16 anos na oposição. Falava com Alan praticamente todos os dias. Até hoje eu não me acostumo com a ideia de não tê-lo ao nosso lado. Em relação ao seu legado político, eu acho que Neto e Bruno vão saber exatamente como conduzir isso, tanto com Duda Sanches como Ditinho, que era o seu principal parceiro também para deputado estadual”, defendeu.
Em relação a hipótese do vereador Duda Sanches (União Brasil) assumir protagonismo, Régis foi direto. “Duda está apto para qualquer caso. Duda é vereador, é um jovem competente, um cara completamente conhecedor, e sempre acompanhou o seu pai ao longo da sua vida política. Então Duda está apto para sucedê-lo tranquilamente”, destacou.
Antes de finalizar, o parlamentar também falou sobre a definição da liderança da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
“Tiago vai ser o líder. Vou para a liderança do União Brasil, acho que Luciano Ribeiro será o vice-líder da oposição. Enfim, Tiago continua a conduzir a nossa bancada como vem fazendo de uma forma muito competente, muito séria e muito combativa”, concluiu.



