Otto Alencar critica “chapa puro-sangue” do PT, proposta de Coronel na suplência e Diego Coronel na vice-governadoria

Otto Alencar

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Presidente do PSD na Bahia relembra que chapas fechadas historicamente não tiveram êxito no estado, citando derrota carlista em 2006

O senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou publicamente a possibilidade de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e rejeitou uma proposta para que o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel, ocupasse a vaga de vice-governador como forma de acomodação política. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Estadão e evidenciam a crescente tensão na base governista.

Segundo Otto, a sugestão de colocar Angelo Coronel para a suplência do Senado ou deslocar Diego para a vice-governadoria é inaceitável. “Isso fere o amor próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, afirmou o presidente estadual do PSD, em referência ao colega de partido.

O senador também atacou a lógica por trás de uma chapa formada apenas por petistas, relembrando um precedente histórico. “Chapas chamadas de ‘puro-sangue’, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral”, argumentou, citando como exemplo a eleição de 2006, quando uma chapa majoritária do carlismo (Paulo Souto/Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner (PT).

Enquanto isso, o próprio Jaques Wagner tem adotado uma nova terminologia para defender a exclusão do PSD. Ele passou a chamar a proposta de “chapa puro-governador”, em referência ao fato de reunir dois ex-governadores (ele e Rui Costa) e o atual ( Jerônimo Rodrigues). “Então, a chapa ganha musculatura”, defendeu Wagner.

As declarações de Otto Alencar elevam o tom do conflito interno e transferem a mediação final para uma instância superior: segundo o Estadão, o próprio presidente Lula deverá ser o responsável por mediar a crise entre PT e PSD na Bahia.

A recusa pública em aceitar cargos de consolação para a família Coronel fecha uma via de negociação e coloca o partido em rota de colisão com a cúpula petista, dependendo agora de uma intervenção direta do Planalto para desatar o nó sucessório.

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