Margareth Menezes descarta disputar a Câmara e diz que foco é concluir “missão” no Ministério da Cultura

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Em Salvador, ministra afirmou que nem conversou sobre o tema com o presidente Lula, agradeceu os “convites” e disse que prioridade é organizar a pasta e entregar seu trabalho.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, negou categoricamente que tenha planos de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. Em conversa com a imprensa durante cerimônia em Salvador nesta sexta-feira (16), a gestora afirmou que seu compromisso total é com a conclusão do trabalho à frente da pasta para a qual foi nomeada pelo presidente Lula (PT).

“Eu não penso isso. Quando o presidente me convidou, eu nem na véspera pensava em ser ministra da Cultura. Então, eu me vejo em uma missão, né? E tem sido uma missão pensada”, declarou Margareth Menezes, ao ser questionada sobre uma possível candidatura.

A ministra detalhou que sua energia está voltada para os desafios administrativos do ministério. “A gente quer organizar o organismo interno do Ministério da Cultura, as questões de prestação. Nós estamos trabalhando em todas essas frentes. Eu agradeço muito esses convites, o pessoal tem me questionado, mas eu estou querendo entregar o trabalho”, afirmou.

Ela reforçou que o assunto sequer foi tratado com o presidente. “Eu prefiro continuar [no Ministério]. Nem conversei com o presidente sobre isso, mas tem muita especulação. Então, assim, agradeço, mas tenham na memória que o que eu quero é fazer o melhor”, acrescentou.

Ao final, Margareth Menezes comentou sua visão sobre a prática política, vinculando-a ao diálogo direto. “Eu acho que a melhor maneira de fazer qualquer política é você dialogar com o povo. A gente sabe da necessidade do povo do Pelourinho, tem um equipamento [Palacete Saldanha] dessa envergadura”, disse, referindo-se ao local da cerimônia.

A declaração busca encerrar especulações que circulam em Brasília sobre o futuro político da ministra, posicionando-a como uma gestora técnica dedicada à missão de reconstruir a pasta, e não como uma figura em transição para o Legislativo.

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