Em entrevista, senador petista disse que rumores sobre oferecer vice-governadoria ao deputado são apenas “hipóteses” e que papel do MDB na vitória eleitoral não pode ser ignorado.
O senador Jaques Wagner (PT) negou categoricamente que existam negociações formais para incluir o deputado Diego Coronel como candidato a vice-governador na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi dada nesta quarta-feira (14), em entrevista ao POD Cast do site Política ao Vivo, para rebater especulações que têm circulado intensamente nos bastidores políticos baianos.
“Essa conversa não está na mesa”, afirmou Wagner, ao comentar os rumores. Ele atribuiu a origem das informações ao impasse natural da composição da chapa, onde três nomes – ele, o ministro Rui Costa (PT) e o senador Ângelo Coronel (PSD) – disputam duas vagas ao Senado. “Todo mundo começa a exercitar hipóteses: oferecer vice, oferecer isso ou aquilo”, disse, explicando que tais ideias nascem fora das mesas oficiais de negociação.
O senador destacou que qualquer mudança na chapa precisaria considerar os aliados atuais, principalmente o MDB, partido do atual vice-governador Geraldo Júnior. Wagner reforçou a importância histórica dessa aliança. “Na minha opinião, foi extremamente importante. A vinda do MDB e de Geraldo quebrou muitas resistências”, afirmou, sugerindo que a permanência do vice é uma conquista política que deve ser preservada.
Wagner minimizou os rumores, tratando-os mais como fruto da imaginação popular do que de articulações reais. “Você sabe como é a cabeça do público: começa a imaginar como vai ajeitar”, comentou, em tom descontraído. Ao final, brincou com o interesse por conflitos políticos: “Você já gosta também de ver o circo pegar fogo?”, disse, reforçando que não há tratativas em curso para alterar a composição da chapa majoritária.



