Líder do governo no senado, Jaques Wagner (PT) disse em entrevista ao Podcast do site Política ao Vivo nesta quarta-feira (14) que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interfere diretamente na formação de chapas estaduais específicas, mas tem demonstrado forte preocupação com o resultado das eleições para o Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal.
Quando foi indagado sobre a possível composição envolvendo Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues em uma chapa puro-sangue se teria sido um pedido direto do chefe do Palácio do Planalto, o ex-governador da Bahia afirmou que o mandatário do país está focado no equilíbrio de forças no Legislativo e que a prioridade do Palácio do Planalto é ampliar a bancada de aliados no Senado, que passará por uma ampla renovação nas próximas eleições.
O senador ainda aproveitou a ocasião para explicar que em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, o que representa dois terços da Casa e alertou que a oposição já conta com um número significativo de senadores e que, caso amplie essa presença, poderá dificultar a governabilidade mesmo em um eventual novo mandato de Lula.
“O Senado tem um peso enorme”, afirmou o parlamentar ao lembrar que cabe à Casa aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal, embaixadores, membros dos tribunais superiores, além de integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “Não é pouca coisa”, reforçou.
Ainda segundo o petista, Lula está apelando com as lideranças políticas para que priorizem candidaturas alinhadas ao governo. “É um pedido do presidente: vamos eleger aliados”, concluiu ressaltacando que o interesse central é fortalecer a base governista no Congresso para garantir estabilidade política e institucional.


