Em declaração que redefine os termos da principal parceria política do estado, o senador Otto Alencar (PSD) admitiu que seu partido pode ficar de fora da chapa majoritária liderada pelo PT na eleição de 2026.
Contudo, ele garantiu que a aliança estratégica que governa a Bahia há quase 20 anos será mantida, mesmo sem a presença formal do PSD na composição para disputa do governo e ao Senado Federal, em 2026.
O ponto central da negociação gira em torno de uma candidatura única: a do senador Ângelo Coronel (PSD). Otto Alencar foi categórico ao afirmar que a participação do partido na chapa está condicionada a isso.
“O PSD só estará na chapa se indicar um nome, o nome do senador Angelo Coronel. Se por acaso ele não for, o PSD vai na aliança, mas não vai indicar nome nenhum”, declarou o senador e presidente do PSD na Bahia ao Política ao Vivo.
A decisão, segundo ele, visa evitar qualquer interpretação de barganha política dentro da coalizão. Mesmo com o PSD eventualmente fora da chapa, Otto reafirmou seu apoio pessoal e político ao projeto. “Mesmo que não tenha a presença do partido na chapa, eu vou apoiar a aliança. Estou nessa aliança desde 2010”, afirmou, reforçando uma trajetória de 16 anos de parceria.
Além do cálculo eleitoral local, o senador traçou uma linha vermelha ideológica que fecha portas para a oposição. Ele afastou qualquer possibilidade de alinhamento com campos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), posicionando-se firmemente ao lado do governo Lula. “Eu não tenho discurso para estar em palanque de alguém que defenda a tese e a causa do ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse.



