Por Doutor Heraldo Rocha
É inacreditável e preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes de anular a ação do Conselho Federal de Medicina. Tal atitude representa uma grave interferência em uma área que exige autonomia técnica, responsabilidade científica e respeito absoluto aos princípios éticos que norteiam a Medicina.
O ato médico não pode ser submetido a decisões de natureza ideológica, política ou jurídica que desconsiderem o conhecimento científico e a autoridade das entidades que regulam a profissão. Ao fragilizar o CFM, enfraquece-se não apenas a classe médica, mas a própria segurança dos pacientes e a credibilidade do sistema de saúde.
Defender a autonomia médica é defender a vida, a ética profissional e o direito da sociedade a uma Medicina responsável, baseada na ciência e no compromisso com o bem-estar humano.
Heraldo é médico e ex-deputado estadual da Bahia.



