Wagner sinaliza ida à reeleição com Coronel e abre o jogo sobre a relação com o colega de Senado

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O líder do Governo Lula no Senado Federal, Jaques Wagner, citou, em entrevista ao programa Sociedade Urgente, nesta terça-feira (6), que ele e o colega Angelo Coronel (PSD) tentarão à reeleição em 2026. A fala ocorre um dia após Wagner se reunir com o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues no Palácio de Ondina.

“São três senadores para cada estado. Primeiro você reelege um, como foi reeleito, por exemplo, Otto Alencar. Depois, na eleição seguinte, são duas vagas. Agora somos dois, eu e Angelo Coronel, que vamos tentar a reeleição”, pontuou Jaques Wagner.

Ao ser questionado sobre a relação com Coronel e seu posicionamento por vezes contrários aos do grupo, o senador declarou: “Primeiro que eu não sei quem é que monitora ele, não sou eu. Eu não monitoro ninguém, graças a Deus dou liberdade a todo mundo”.

O senador explicou que o estilo de Coronel é mais reservado em relação a eventos e inaugurações: “Ele tem um estilo muito direto, não segura realmente o pensamento dele, externaliza o que pensa. Eu respeito isso. Às vezes é ruim porque a base pergunta: ‘Ué, e cadê o senador?’ Mas é uma característica dele, e não vejo nenhum problema”.

Coronel, por sua vez, havia comentado que não gosta de ser patrulhado e que não participa de todos os eventos do grupo, preferindo atuar de forma independente. “Eu não vou ser forçado a mudar o estilo para agradar quem está me monitorando. Evento para ficar lá mais um no palanque batendo não é a minha praia”, disse ele.

Wagner ressaltou que, apesar das diferenças de estilo, a relação entre os dois permanece tranquila: “Me dou bem com ele, tenho conversado com Coronel. A relação é tranquila. Todo grupo que cresce fica mais difícil acomodar todo mundo, mas não há problema sério”.

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