Jerônimo adia definição de chapa para até março e prega “inteligência” para acomodar aliados após reunião com Rui e Wagner

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Governador nega decisão sobre candidaturas e diz que encontro foi “normal”, mas reconhece que há mais pretendentes do que vagas e que negociação exigirá sagacidade para evitar racha.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) negou que a reunião com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner tenha tido qualquer caráter decisório sobre a chapa majoritária para 2026.

Em declarações nesta terça-feira (6), na posse da nova Mesa Diretora do TCE, o chefe do Executivo estadual afirmou que a definição só ocorrerá em março e defendeu “inteligência” para acomodar os interesses dos partidos aliados sem fraturar a coalizão.

“Ontem nós nos encontramos. É normal… mas nada para tratar de definição de chapa, de forma nenhuma. Nós vamos respeitar o nosso tempo, que é março, e as relações com os partidos aliados”, declarou Jerônimo, após participar da posse no TCE-BA. Ele minimizou o encontro no Palácio de Ondina como uma conversa de início de ano entre as principais lideranças petistas no estado.

O governador, no entanto, reconheceu a complexidade da negociação, já que as pré-candidaturas declaradas superam as quatro vagas disponíveis (governador, vice e duas cadeiras no Senado). “Acho legítimo tanto o Coronel quanto o Wagner se manterem na possibilidade de candidaturas, mas também acho legítimo o Rui colocar seu nome para fazer uma disputa”, afirmou, referindo-se ao senador Ângelo Coronel (PSD) e aos dois petistas.

Jerônimo explicitou o dilema central: a necessidade de uma engenharia política que preserve a unidade. “Nós temos que ter a inteligência e a sagacidade para poder definir sem machucar ninguém e, principalmente, sem enfraquecer o nosso grupo. Até porque muita gente quer ocupar as quatro vagas e não vai ter espaço para todo mundo”, concluiu.

A declaração oficializa o prazo interno para a costura da sucessão e transfere a pressão da definição para as próximas semanas, mantendo o diálogo com legendas-chave como PSD e PSB. O discurso busca acalmar ânimos dentro da base ao mesmo tempo que sinaliza a realidade matemática da disputa, onde nem todas as lideranças poderão ser acomodadas na chapa final.

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