Em tom elevado, gestor de Salvador afirma que reunião de Jerônimo, Rui e Wagner em uma só chapa concentra “somatório dos problemas” e lembra cansaço eleitoral com “panelas” no estado.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), ironizou ao ser questionado sobre uma eventual chapa majoritária formada apenas por petistas na Bahia, prevendo que a concentração de nomes do grupo no poder desde 2006 pode levar a uma mudança de ciclo nas eleições de 2026.
Em declarações nesta terça-feira (6), ele equiparou uma eventual candidatura de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner às “panelas” políticas do passado que foram derrotadas pelo eleitorado.
“A gente facilita. Uma panelinha, né? Eu me lembro muito bem, o povo cansou de ACM, César Borges e Paulo Souto, e eles estão caminhando agora para cometer os mesmos erros”, criticou o prefeito que é o principal cabo eleitoral de ACM Neto, ao traçar um paralelo direto com o fim da hegemonia do grupo carlista em 2006.
Bruno Reis lembrou que a história política baiana apresenta ciclos de desgaste de aproximadamente vinte anos. “Como as histórias se repetem… Em 86 a Bahia teve uma grande mudança, em 2006 outra, e agora em 2026”, argumentou. Ele avaliou que a reunião de três ex-governadores em uma única chapa concentra as críticas e os problemas de gestão acumulados. “Até porque ali está o somatório dos problemas que os três são responsáveis. Não tem como transferir para outros os problemas”, afirmou, mirando especialmente as áreas de segurança e saúde.



