Líder do governo na Alba afirma que custo das campanhas é “inimaginável” e que fiscalização do TRE é incapaz de acompanhar o fluxo financeiro “grandioso” e irregular.
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), criticou com veemência o que chamou de custo “descomedido” e “fora do regramento” das campanhas eleitorais, ao prever que o pleito deste ano na Bahia será marcado por uma “complexidade” financiada por conta dos volumes grandiosos de dinheiro.
Em entrevista à Rádio Itapoan nesta segunda-feira (5), ele afirmou que a Justiça Eleitoral é incapaz de fiscalizar esse fluxo irregular de recursos.
“Nós vamos ter uma eleição muito complexa, que é uma eleição que tem uma participação financeira grandiosa”, declarou Rosemberg. “Existe um gasto fora do regramento grandioso, incapaz de o TRE acompanhar”, completou, desmistificando a ideia de que o fundo partidário seria o grande motor dos gastos. “Ele é a menor parcela”, garantiu.
O parlamentar petista relatou episódios que, em sua visão, ilustram a antecipação de práticas irregulares. Ele citou ter recebido um telefonema de uma vereadora de Senhor do Bonfim que descrevia movimentações políticas e financeiras antecipadas na disputa local.
“É assim que o mundo está. O custo de uma eleição dessas é algo inimaginável”, disse, reforçando sua preocupação com a equidade do processo.
Diante do cenário que considera comprometedor para a democracia, Rosemberg defendeu uma reforma política estrutural. Ele criticou o modelo de voto individual para cargos proporcionais e sugeriu a adoção do voto em lista partidária. “Nós precisamos sair dessa coisa de voto individual. O mundo inteiro funciona com voto partidário”, argumentou.
Sem essa mudança, na avaliação do líder governista, o peso do financiamento privado informal continuará a distorcer as disputas e a ampliar desigualdades, definindo resultados a partir de um poder econômico que opera às margens da lei eleitoral.



