Hamilton Assis repudia violência e cobra solução para greve de trabalhadores da BYD

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O vereador Hamilton Assis (PSOL), proponente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Trabalho Digno, divulgou nota de repúdio a situação dos trabalhadores e das trabalhadoras da BYD, que estão em greve há oito dias na Bahia reivindicando melhores condições de trabalho, reajustes e direitos básicos.

Segundo representantes da categoria e entidades sindicais, a mobilização, considerada a primeira grande greve desde a instalação da montadora no estado, teria sido marcada por episódios de violência policial, com denúncias de intimidações e ações desproporcionais durante atos pacíficos dos trabalhadores.

Hamilton Assis classificou a situação como “inaceitável em um estado que afirma defender a democracia e o diálogo social” e afirmou que o governo e a direção da empresa precisam priorizar a negociação, não a repressão. Para o vereador, o episódio evidencia “um grave desrespeito à dignidade do trabalho e ao direito constitucional de greve”.

O parlamentar também declarou solidariedade aos funcionários da BYD e cobrou que o Estado esclareça imediatamente as denúncias de violência, punindo eventuais excessos.

“O Brasil não pode repetir velhas práticas de criminalização da luta da classe trabalhadora justo no momento em que se discute um novo modelo de desenvolvimento, que só será sustentável se assegurar direitos e condições reais de trabalho digno. Vamos inclusive cobrar resposta do governador Jerônimo Rodrigues, que é do Partido dos Trabalhadores. Não podemos ter violência e repressão policial em protesto pacifico de trabalhadoras e trabalhadores”, afirmou.

O vereador lembra que a BYD já foi processada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por trabalho escravo e tráfico de pessoas em ação de R$ 257 milhões neste ano. “Não tem como esquecer que 220 trabalhadores chineses foram resgatados em condições análogas à escravidão em obras da fábrica da BYD em Camaçari. Não podemos achar aceitável ou criminalizar a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores por melhores condições de trabalho, ainda mais quando já há um precedente terrível”, diz Hamilton Assis.

Hamilton Assis reforçou que acompanhará o caso e continuará pressionando por uma solução justa para os trabalhadores.

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